De:Pavilhão Azul Ao cuidado de: Formação FCP
Como a maior parte dos meus colegas de redacção formei-me no Porto, cidade Invicta, e principalmente no Porto, enquanto clube. Escrevo esta crónica num estado de nostalgia, relembrando aqueles bons (não melhores) velhos tempos em que ia treinar Sábado ao pavilhão, cujo nome perpetuava o grande senhor e empresário nortenho falecido Afonso Pinto Magalhães (Belmiro,agradece-lhe todos os 11.100.000.000 de Euros que vais gastar).
Pavilhão esse que era mais conhecido, pelos seus utilizadores, por pavilhão AZUL. Pensarão vocês, mas que site de velhos vim eu parar, que raio de velho conservador…, não, não sou conservador, e o pavilhão não se foi assim há tanto tempo. Queria recordar a todos os que viveram esses tempos, a toda uma sociedade civil tripeira, que me ajudou a crescer, evoluir, trabalhar, ganhar, vencer, mas sobretudo, formar.
Isto tudo para explanar o seguinte pensamento, mas porque caralho, não vemos nós nenhum jogador do pavilhão azul a jogar no Estádio Branco? Não, não estou a ser bairrista, mas a mística que a todos nós, da nossa geração e anteriores, foi incutida, não se reflecte e, pior, não se reflictirá, no campo verde, na agresividade defensiva (sempre me ensinaram que era a que defesa ganhava campeonatos…), nas bancadas, no entusiasmo e paixão que se vive e deve viver o futebol (bem como a própria vida em si), enfim, na sintonia com os espectadores. O que se repercutirá em menores receitas, menos espectadores, menos publicidade; menos publicidade, menos jogos na TV – muito menos receitas, e aí sim, far-se-á luz, Eureka diria Arquimedes, e apostaremos novamente na esquecida formação.
Se não há identificação com o público-alvo, se um quadro, uma peça de teatro, de Picasso, Renoir, ou Shakespeare, não transmite qualquer tipo de sensação aos receptores, não há ligação sensorial, não há paixão, não há arte. Só com uma relação entre equipa-adeptos, é que haverá arte. Formando jogadores, que sejam fruto de um projecto, investimento a longo prazo (tanto se fala em longo prazo e ninguém o faz, dizem-nos que o Anderson está pronto para jogar com o Chelsea e queremos todos acelerar o projecto/investimento da sua recuperação), educando-os (não os deixem ver o Morangos com Açucar, não gosto nada de vermelho), arriscando, deixá-los errar e perdendo (não como estratégias recentes de formação de conquistar campeonatos nos escalões mais jovens); Apostando neles, criando gradualmente uma relação de proximidade com os sócios e não com os accionistas!!!!
Onde eu queria chegar era – façam-se simbolos como Baia, João Pinto, Jorge Costa, Fernando Couto, Branco, André, Jaime magalhães, Deco, Futre, Jardel e Fernando Gomes. Entre muitos outros: Mlynarzick, P. Ferreira, Costinha, Maniche, Kostadinov, Rui Filipe, R. Carvalho, Juari, Geraldão, Jaime Pacheco, Paulinho Santos,
Desafiando-vos para escolherem a vossa equipa, o vosso 11 que, caso fossem José (este sim ”the special one”) Maria Pedroto escolheriam para jogar no Campo Azul!