Sou versado em números, matemática, finanças, daí apreciar a estatística e as suas verdades. A estatística não é uma ciência certa, mas, com uma pequena margem de erro, diz muito e verdade.
O Benfica será, na maior parte das vezes beneficiado, pelo Estado, pelos árbitros, pelos tribunais, pela comunicação social, porque é estatístico!
Para explicar esta afirmação, apresento dois pontos:
i) A proporcionalidade
Diz-se, ou dizem à boca cheia a maioria dos meios de comunicação social, que benfiquistas neste país serão 6.000.000. Vamos fazer um ajuste estatístico para diminuir a nossa margem de erro: vamos supor que, mesmo não sendo 6 milhões, como todos os portistas e sportinguistas advogarão hoje em dia, serão 5 milhões.
Ora, em 10 milhões, 5 milhões significa que metade da população portuguesa é simpatizante do Benfica.
Esta proporcionalidade deverá ser usada em todas as profissões e funções que são exercídas neste país, desde a economistas a médicos, desde juízes e advogados a jornalistas e árbitros de hoquei em patins!
Assim, a probabilidade de encotrar um benfiquista em Portugal, em qualquer das profissões, é de 50%.
ii) A irracionalidade
Por outro lado, sabemos que sendo um povo latino, de sangue quente a correr nas veias, o Tuga é uma pessoa apaixonada, pouco racional e que pensa mais com o coração do que com a cabeça (não vale a pena dar exemplos, veja-se Portugal na C.E…) Pelo menos, e com margem de erro, a grande maioria dos portugueses assim o é. E assim sendo, não é fácil esconder sentimentos, tendências, preferências e paixões. Ou seja, é difícil ser o exemplo de neutralidade!
Assim, podemos facilmente concluir que a probabilidade de um português ser apaixonado, muito emocional e pouco racional é de… 80%.
Conclusão:
Para explicar a minha afirmação, nada melhor do que um exemplo prático do que eu quero dizer. Para isso, pego no ingrediente i), especificamente na profissão de jornalista, e junto-lhe o ingrediente ii). Temos como resultado que metade dos jornalistas são adeptos do benfica e a grande maioria dessa metade pensa com o coração e não com a racionalidade que a um Ser Humano é exigida.
A partir daqui, e respeitando toda a consideração que cada indivíduo me merece, é óbvio concluir que a maioria dos jornalistas é do Benfica e não consegue ser neutral; a maioria dos árbitros é certamente do Benfica e não conseguirá, em grande número das suas decisões, ser imparcial e desapaixonado; a maioria dos juizes é adepto do Benfica, e, menos obviamente que os jornalistas e que os árbitros mas eles também nunca conseguirão ser totalmente neutrais, assim como todas as profissões e funções exercidas neste país.
Ou seja, continuando com as regras estatísticas e os cálculos de análise de dados, se a probabilidade de um português ser benfiquista é de 50%, e a probabilidade de ser emotivo e apaixonado é de 80%, a probabilidade de encontrar um benfiquista emotivo, apaixonado e irracional é de 0,50×0,80=40%. Ou seja, 4 em cada 10 jornalistas, serão benfiquistas facciosos!
Claro que também há jornalistas, juizes, ministros e árbitros portistas… mas, seguindo mais uma vez o ponto i), a proporcionalidade e, se os portistas serão 1 milhão, isso quer dizer que a probabilidade de em Portugal encontrar um jornalista portista e faccioso é de 0,10×0,80=8%, uma probabilidade 5 vezes inferior à probabilidade do mesmo ser benfiquista.