Estádio Dragão

Champions – Os adversários que se seguem

August 30th, 2007

liverpool.JPG Liverpool: Iníciamos a caminhada, que se espera recheada de sucessos contra o vice-campeão europeu em casa dia 18 de Setembro e vamos jogar a Liverpool dia 6 de Novembro.

O que dizer da equipa que foi campeã Europeia a seguir a nós e que no ano passado chegou novamente à final? Apesar de no campeonato inglês não ter desempenhos consideráveis bons, a nível europeu esta equipa tem tido performances excelentes, fruto do trabalho do seu treinador, Rafa Benitez, e da solidez defensiva que apresenta, alicerçada num meio campo recheado de excelentes jogadores, onde se destaca o inevitável Gerrard (para mim um dos médios mais completo a nível mundial). A frente de ataque se já era fortissíma, mesmo com o desajeitado Crowch, este ano com a chegada de El Niño Torres ainda mais forte se tornou. Como é fácil de perceber este será o osso mais duro de roer na perseguição do nosso objectivo que é o apuramento, mas penso que temos mais que condições para conseguirmos impor o nosso futebol. Equipa tipo: Reina; Finnan, Hyypia e Carragher, Riise; Mascherano, Alonso e Gerrard, Kuyt, Torres e Babel.

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Marselha: Jogo em Marselha a 24 de Outubro e no Dragão a 6 de Novembro.

Equipa de boa memória para todos nós, uma vez que também foi nossa adversária na caminhada de 03-04 rumo ao título de campeão europeu, será presságio? Da equipa de então poucos jogadores são os que restam tanto de um lado como de outro, mas enquanto nós nos mantivémos a um bom nível, o Marselha tem andado desaparecido das lides europeias. No entanto e dada a reconstrução euq a equipa foi alvo é um adversário a considerar, nomeadamente no que diz respeito ao seu ponta de lança, Cissê, avançado de créditos firmados mas que tem tido a sua carreira manchada por lesões gravissimas. Não esqueçamos no meio campo, o internacional francês a quem já chamam de “novo Zidane”, Nasri, tido por muitos como “a” promessa do futebol francês. Estes dois jogadores apoiados pelo ex-internacional holandês Zenden, são a grandes referências desta equipa que também já foi campeã europeia, mas que penso não terá capacidade de nos fazer tremer.

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Besiktas: jogamos a 3 de Outubro na Turquia e fechámos a fase de grupos a 11 de Dezembro no Dragão.

Dos três adversários é o que menos “nome” terá, no entanto sabemos que as equipas turcas podem ser bastante incómodas, principalmente quando jogam em casa, mas numa equipa onde joga o Tello (que todos sabemos só rende no último ano de contrato para depois fugir – boa miúdo) e onde a estrela é um Ricardinho em decadência, apesar do excelente pé esquerdo não pode ser uma equipa que nos traga problemas. Nota ainda para o guarda – redes, o internacional turco Rustu, que poderá criar algumas dificuldades aos nossos avançados, juntamente com toda a alma que os turcos põem nestes jogos.

 Em minha opinião calhou-nos em sorte um grupo acessivél e exige-se a qualificação sem sobressaltos de maior!

Força Porto!!!!

Sorteio Champions League

August 30th, 2007

Na minha opinião um sorteio agradável para o Futebol Clube do Porto.

Do Pote 1 o Liverpool não era dos mais fortes, do Pote 3 o Marselha era o menos cotado e parece-me acessível e do Pote 4 o Besiktas, que me parece também ser acessível. 

Aqui fica o sorteio:

Uma dúvida…

August 29th, 2007

Dragões de Ouro: Rui Filipe

August 28th, 2007

Rui Filipe

Foi há 13 anos, mais precisamente no dia 28 de Agosto de 1994, que o jovem médio do FC Porto Rui Filipe perdia a sua vida num acidente de viação. Este jovem, na altura com 26 anos, era um habitual titular da equipa do FC Porto e um dos mais promissores futebolistas do plantel.

Rui Filipe, natural de Vale de Cambra, onde nasceu a 8 de Março de 1968, fica ligado à história do FC Porto como tendo sido o autor do primeiro golo do Pentacampeonato, num jogo no Estádio das Antas frente ao SC Braga.

Foi chamado à Selecção Nacional por 6 vezes, fazendo a sua estreia numa partida frente à Itália, disputada nos Estados Unidos a 31 de maio de 1992.

Foi o autor do golo do Futebol Clube do Porto na Luz frente ao Benfica, na primeira mão da Supertaça, no dia 24 de Agosto de 1994.  Mais tarde acabou expulso nesse encontro o que o impedia de participar no jogo seguinte contra o Beira-Mar. O jogador do FC Porto viria a falecer de forma trágica, na manhã do dia desse encontro com os aveirenses, vítima de um acidente de viação. A viatura em que seguia despistou-se na Estrada Nacional (EN) 223, em Gândara, Santa Maria da Feira precipitando a partida de um talento…

Para a eternidade fica a humildade, o talento e as recordações de um jovem jogador que deixou saudades…

Rui Filipe na supertaça com o Benfica 91/92

Foto: Jogo da Supertaça 91/92 que o FC Porto venceu por 3-2 o Benfica.

Uma questão de inteligência…

August 27th, 2007

Foto: Reuters

O FC Porto venceu o Sporting na noite passada no jogo que marca o regresso do Futebol ao Dragão.

Depois da derrota imposta na época passada pelo Sporting e da derrota na Supertaça também com a mesma equipa, pensei que o Porto iria entrar nervoso e cauteloso. Mas tal não se verificou e cedo os portistas mostraram que a “vingança” era o seu desejo. Ainda bem, pois proporcionaram um bom jogo de futebol. A primeira meia hora só deu Porto. Desde combinações entre Quaresma e Fucile, quer pelos arranques e fintas de Tarik Sektioui, o Porto foi mais objectivo e perigoso. Na batalha do meio campo era mais forte, pressionando o adversario ainda no seu meio campo e não deixando que Miguel Veloso (construtor de jogo do sporting) subisse no terreno. Todas as tentativas do Sporting de meter a bola nas costas da defesa do Porto era cortadas pelos dois centrais Portistas, num jogo em que ambos estiveram em grande nível. Pedro Emanuel volta a ser a “voz” e a experiência dentro do campo, fazendo ainda um ou dois cortes “in extremis” na área portista. Por outro lado, Bruno Alves foi o rei das alturas: ganhou todas as bolas aéreas e cosneguiu fazer uma exibição segura.

O meio campo Portista foi fundamental. Paulo Assunção foi o todo-o-terreno do costume, combativo e solicito, correndo km´s e “secando” o meio campo adversário. Raúl Meireles foi decisivo. Para além do golo que marcou foi ele o responsável pelas jogadas de contra ataque do Porto, saindo em velocidade na transição defesa-ataque. Ainda teve algumas desmarcações mna segunda parte, mas que não foram bem aproveitadas. Saiu esgotado mas com o dever cumprido! Quanto ao outro elemento do tridente do meio campo, Lucho González, mostrou-se nos pormenores. Lucho não está a 100%, isso é evidente, no entanto tem pormenores que mostram que sem ele o FC Porto não seria o mesmo. Ontem nuam altura que os jogadores do Porto tentavam passar pelos seus adversários com fintas e em jogadas de um para um, Lucho mostrou o segredo. Jogou simples ao primeiro toque e mudou a bola de flanco com passes longos e certeiros. Além disso o golo é obra sua. Num lance que não é usual no futebol, Lucho soube avaliar, preparar e executar. Só um grande jogador tem aqueles pormenores…

Foto Reuters

No ataque o Porto tinha um handicap: a altura de Lisandro não permitia ganhar as bolas de cabeça no meio dos centrais. Por outro lado, o facto de ser muito móvel fazia com que o porto não conseguisse prender os centrais do sporting, daí a entrada de Hélder Postiga para a frente de ataque. Tarik antes de ser substituído esteve muito bem, procurando com fintas, cruzamentos e remates criar perigo para a baliza adversária. Aliás foi por seu intermédio as jogadas de maior perigo na primeria parte. Quanto a Quaresma esteve amis apagado do que o normal, tendo mesmo assim bons pormenores e um livre com muito perigo, fazendo a bola embater na barra.

O trabalho do árbitro nem sempre foi edóneo e correcto. Algumas faltas de Mguel Veloso ficaram por assinalar O lance mais polémico e que dá golo ao Porto é de total culpa para o guarda-redes adversário. É um atraso e o árbitro esteve bem ao assinalar a falta.

De uma forma geral o Porto foi sempre superior, controlou o jogo e venceu bem. Julgo que Paulo Bento dá uma lição táctica a Jesualdo Ferreira quando altera os eu sistema para três centrais. O Sporting cresceu, passoua a controlar a partida e nessa altura carrega o Porto e encosta-o à sua grande área. Jesualdo responde coma  entrada de Mariano González, passando a jogar em 4×4x2. Nesta altura o FC Porto deveria ter crescido e aproveitado os espaços na defesa adversária. Tal não sucedeu….

Vencemos e o mais curioso é que mais uma vez ganhamos um jogo que na época passada tinhamos perdido. Depois de Braga e do Sporting no Dragão vamos a Leiria, outro caso semelhante. Estamos  a praticar bom futebol e a equipa cresce de jogo para jogo, logo é natural que tal se venha de novo a verificar.

Dados:

 

FC PORTO – Helton; Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Fucile; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Mariano Gonzalez, 67 m); Tarik (Postiga, 46 m), Lisandro (Bolatti, 84 m) e Quaresma. Outros convocados: Nuno, Stepanov, Cech, Bolatti, Leandro Lima, Mariano Gonzalez e Postiga.

SPORTING – Stojkovic; Abel (Pereirinha, 76 m), Tonel, Polga e Ronny (Yannick, 46 m); João Moutinho, Miguel Veloso, Romagnoli e Izmailov (Vukcevic, 62 m); Derlei e Liedson. Outros convocados: Tiago, Gladstone, Had, Farnerud, Pereirinha, Vukcevic e Yannick.

Disciplina: cartão amarelo a Quaresma (33 m), Derlei (52 m), Tonel (54 m), Polga (72 m), Bosingwa (86 m) e Helton (90+3 m).

Marcador: 1-0 por Raul Meireles (53 m).

F C Porto 1 – Sporting 0

August 26th, 2007

Estava com saudades do futebol, estava com saudades de “casa”, estava com saudades de tudo. ADORO festejar vitórias!! Então contra 14 nem se fala.. já deixamos de ser grandes, somos ENORMES há muito tempo!!!!

Agora vou descansar, a análise fica para depois!

O Dragão

August 23rd, 2007

 O surgimento do Dragão como símbolo do Futebol Clube do Porto explicada pelo nosso Presidente:

“Sob a minha gerência, há dois aspectos importantes que, creio (se quiser pode chamar-lhe o segredo), poderão ter sido a minha vantagem: primeiro, um conhecimento profundo das potencialidades do clube, da força que nós tínhamos e que nunca tinha sido explorada; depois, um pormenor que, parecendo não ser importante, a mim me parecia que era fundamental, que era a criação artística do dragão. A palavra dragão nunca tinha surgido no FC Porto, nem nunca tinha sido utilizada por ninguém antes de mim (…) Não era preciso um animal. O que era necessário era o símbolo da força e de qualquer coisa superior a um animal, e creio que o dragão, pelo seu simbolismo e porque está no brasão da própria cidade, foi importante e é importante chamarem-nos hoje dragões (…) O futebol pode viver sem símbilos, agora o que penso é que para vencer foi necessário encontrar, digamos, um sinal de que alguma coisa estava a mudar. E esse sinal, que a mim me parece importante, embora possa parecer insignificante, foi termos deixado de ser os tripeiros, os andrades, para passarmos a ser os dragões.” [Pinto da Costa, em entrevista a Miguel Sousa Tavares, no jornal "Semanário" de 20 de Fevereiro de 1988]

Escolha acertada! Volvidos 19 anos desta entrevista os “Dragões” são agora a bastião de uma cidade e de uma região, e consolidaram-se como o melhor clube nacional no plano desportivo. Para além disso consolidaram a  sua reputação além fronteiras e tornaram-se um dos melhores clubes europeus. Quando Pinto da Costa deu esta entrevista com certeza já teria na sua mente este desejo. Estamos-lhe gratos por isso.

Força Dragões!

SAD´s: Um investimento pouco atractivo

August 21st, 2007

Com a tão anunciada OPA de Berardo ao benfica as Sociedades Anónimas Desportivas ganharam uma notoriedade no mundo da bolsa que até aqui nunca tinham tido. Este modelo de sociedades vêm ao encontro daquilo que já se verificava no estrangeiro, nomeadamente em Inglaterra e Itália, onde alguns dos principais clubes são empresas (sociedades desportivas) cotadas nas bolsas secundárias dos seus país. Por exemplo em Inglaterra temos o Manchester United e em Itália a Juventus, como casos particulares de clubes/empresas onde a implementação deste tipo de sociedades foi um sucesso e onde através da sua dimensão e estrutura têm conseguido obter resultados bastante promissores.

No nosso país a realidade é distinta. O pioneiro em Portugal neste tipo de Sociedade, como não podia deixar de ser, foi o Futebol Clube do Porto, que criou para gestão do seu Futebol Profissional a sociedade Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD. Esta sociedade foi constituída a 5 de Agosto de 1997, sendo seus accionistas fundadores os seguintes: Investiantas – Investimentos Desportivos, Lda – 99.997 acções (49.9985%); Futebol Clube do Porto – 80.000 acções (40%); Câmara Municipal do Porto – 20.000 acções (10%).

Aquando da Oferta Pública de Subscrição eu, tal como uma grande parte dos adeptos portistas, subscrevi algumas acções da sociedade ao valor nominal de 5€.  No meu caso pessoal, e que julgo ser o caso da maioria dos associados o que me moveu a adquirir estas acções foi uma questão sentimental e não propriamente tendo em vista a obtenção de grande lucro. Estas acções entraram na bolsa secundária de valores mobiliárias ao preço de  7,9€ no ano de 1998. O que é certo é que mesmo sendo uma questão afectiva o investimento tornou-se um desastre, e sentimentos à parte, a ideia de perder dinheiro pesou mais. A certa altura a venda a uma cotação mais baixa foi uma realidade para mim…

Porque foram criadas as SAD´s? Porque é que não são atractivas aos olhos de um investidor? Vou tentar explicar estes factos nalguns pontos:

1- Em primeiro lugar as SAD´s surgem viciadas logo à nascença. A sua criação mais não foi do que um “balão de oxigénio” para os clubes em termos financeiros. Os clubes estavam endividados, não tinham mecanismos autónomos para cobrir as suas despesas e avançaram com estes projectos. Os seus investidores são pessoas relacionadas com o mundo do futebol, ou em busca de parcerias estratégicas, ou ainda simples adeptos do clube indiferentes aos resultados do título.

2- Em termos de sustentabilidade as SAD´s são empresas pouco atractivas devido à sua incerteza. Sâo por norma títulos especulativos, por vezes aliados a resultados desportivos, e dado o risco a que estão associadas não evoluem como a maioria das outras sociedades. Como exemplo podemos verificar o caso das acções do nosso clube. As acções do Futebol Clube do Porto atingiram o seu máximo dos últimos 5 anos semanas antes da final de Gelsenkirchen. O curioso é que depois de o FCP ter ganho essa final e ter conquistado a Champions a cotação desceu.

3- Outro dos pontos que, à vista de um investidor, tornam  estes títulos não atractivos é devido à sua liquidez (volume diário). O volume diário por norma destes títulos é muito baixo. Os grandes investidores procuram quase sempre títulos mais líquidos, logo com maior volume.

4- O grande problema das SAD´s é contudo o acumular de prejuízos. Estas sociedades apenas têm como fontes de receita a venda de jogadores, o Merchandising, os contratos publicitários e de TV . Ao invés os custos operacionais tais como imobilizado (estádios e centro treino), os salários (dirigentes, jogadores e staff), etc,  fazem com que as suas despesas sejam avultadas. Daí ser fundamental a venda dos seus activos (jogadores) e uma boa prestação nas competições europeias, como forma de potenciar a obtenção de receitas que permitam cobrir as despesas. No caso do Porto a venda de Anderson e de Pepe explicam-se nesta perspectiva. Os elevados resultados negativos apresentados são um péssimo cartão de visita aos investidores.

5- Dada os elevados prejuízos apresentados e de não conseguirem equilibrar as suas contas as SAD´s não geram lucros e não distribuem dividendos. Este ponto é também essencial para explicar a fraca atractividade dos títulos.

6- Escassez de informação transmitida ao mercado. Usualmente as SAD´s não divulgam os valores dos seus contratos, quer publicitários, quer com atletas. Logo pode-se dizer que são sociedades menos transparentes que as sociedades em geral, o que impede o conhecimento mais aprofundado da sua situação.

Estas razões explicam o porque das SAD´s não serem bons negócios aos olhos dos investidores. E no caso concreto da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD as razões acima descritas encaixam “que nem uma luva”. A saúde financeira e a racionalidade na gestão do clube por razões desportivas em detrimento de regras de boa conduta empresarial é por vezes bem visivel. Mas afinal o que é que faz um associado feliz e satisfeito? É o seu clube vencer e a conquista dos títulos ou a saúde financeira do seu clube?

A título de curiosidade aqui fica o gráfico da evolução da cotação da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD nos últimos 5 anos:

fcpbolsa.JPG

PS: Não falei especificamente da OPA aos mouros e do aumento da cotação dos seus títulos pois no meu ponto de vista não passou de uma farsa. Não passou de um truque baixo de um tal de comendador Berardo (um homem cheio de dinheiro que surgiu na bolsa um bocado vindo sei lá de onde e onde a história dos eu passado não é muito clara), o Orelhas vieira e o tasqueiro vilarinho ganharem uma pipa de massa à custa dos lorpas. Neste país vale mesmo tudo…

Fever Pitch

August 19th, 2007

Cheguei ontem de vindo de um país do leste onde a paixão do futebol se vive ao extremo. As saudades do nosso clube e do futebol em geral foram combatidas pelo visionamento de um ou outro resumo do campeonato croata. Deixava cá o meu clube a terminar a sua pré-epoca e com o primeiro troféu da época em discussão e eu sem o poder ir ver in loco, pior do que isso, sem o poder visionar. Um telefonema a meio do jogo para Portugal serviu-me para acalmar. As indicações que recebi eram de que o Porto dominava. O meu coração abrandou o seu ritmo e acalmei. A notícia caiu como bomba mais tarde. Uma simples mas dolorosa mensagem:” Porto perde 1-0″. É impressionante como mesmo quando estamos bem longe sentimos o nosso clube e aquela impressão no estômago que nos acompanha antes de cada grande partida, faz-se sentir mesmo a milhares de km´s de distância. Quem ama o seu clube e sofre como eu nunca desliga… Fiquei aterrado! A distância não deixa esmorecer o desânimo e a tristeza. Durou uns dias até me esquecer do sucedido e o único contacto com a realidade azul e branca foi a simples mas dolorosa mensagem… Pelo menos à chegada as notícias eram animadoras: apesar da greve dos funcionários do aeroporto, o Porto tinha batido o Braga no seu reduto com duas bombas do mágico Quaresma. Para mim melhor regresso de férias não podia haver!

Já ultrapassado o trauma e como tinha de entreter o meu tempo comprei numa livraria um livro que me foi aconselhado chamado “Fever Pitch”. O livro é escrito por Nick Hornby, um fanático adepto do seu clube (Arsenal) e que retrata a sua relação com o futebol. A cada página e a cada descrição revia-me na sua escrita. Apaixonado, empolgado e desiludido com o seu clube, Nick consegue passar para a escrita aquilo que um fanático adepto de futebol sente. Óbvio que nem toda a gente pensa como ele ou EU mas recomendo vivamente a leitura deste livro. Fala da forma como em adolescente visitava vários estádios com o seu pai, do nervoso que sentia antes de cada grande jogo, da crescente paixão que crescia ao longo da sua vida pelo Arsenal e que o levava a seguir a equipa para todo lado, da sua memória para decorar todas as equipas dos últimos 30 anos do seu clube, do fenónemo do hooliganismo recorrente em Inglaterra, do triângulo amoroso autor-futebol-namoradas, do racismo, dos estádios ingleses, da paixão inglesa pelo futebol amador, enfim, retrata em 100% a minha forma de estar no futebol. Por isso deixo aqui a minha sugestão.

http://www.rascunho.net/critica.asp?id=709

Campeão entra a ganhar!!

August 19th, 2007

Eles bem que tentam de todas as formas e feitios deitar-nos abaixo, seja com castigos à última hora para um dos nossos melhores jogadores, seja com emissões de programas encomendados para denegrir a imagem do nosso Presidente. Coitados, eles vão tentando e nós vamos ganhando e rindo, e disparando bombas como esta:

ou como esta:

S. C. Braga 1 – F. C. Porto 2 

Dois excelentes golos, de um jogador que de dia para dia parece melhorar as qualidades do seu futebol. Até ver, as melhores contratações do Porto para esta época são mesmo a manutenção do Quaresma e do Lucho, que jogadores…

Quanto ao jogo em si, para primeira jornada foi um jogo muito bom, onde ambas as equipas procuraram a vitória, se bem que o Porto o fez de forma mais acentuada. O onze inicial era mais ou menos previsível que fosse este, pelo menos depois de conhecido o castigo ao Lisandro. Havia algumas coisas a apontar, mas este é o primeiro jogo da época e pleo que vimos, já temos toda uma comunicação social atrás de nós, pelo que, agora mais que nunca, é hora de cerrar fileiras e puxarmos todos para o mesmo lado. Brilhante vitória, contra uma equipa exemplarmente treinada (ainda o vamos ver no nosso banco) num campo dificílimo onde poucas equipas conseguirão ganhar.

PPPPPPOOOOOOOORRRRRTTTTTTTOOOOOOO!

PS: algumas coincidências: a última vez que ganhámos em Braga e tivémos 5 jogadores na selecção fomos campeões europeus…

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