Estádio Dragão

FC Porto 2 vs Boavista FC 0

September 30th, 2007

Numa noite chuvosa e fria o Futebol Clube do Porto venceu os rivais da rotunda, mas sem que para isso tenha feito uma exibição de encher o olho.

Depois da derrota em Fátima, o Porto voltou a não conseguir convencer, dando a clara ideia que falta um fio condutor de jogo. O Boavista veio jogar ao Dragão tal como tinha Jaime Pacheco tinha prometido, tentando explorar o contra ataque e jogando retraídos atrás da linha da bola.  A falta de qualidade dos seus jogadores  impossibilitou no entanto que o Porto passasse por dificuldades. A equipa do Porto foi, durante a maioria do jogo, uma equipa adormecida. Tentanto arranjar espaços para penetrar no meio campo adversário, nunca foi suficientemente inteligente para arranjar alternativas. A verdade é que apesar dos dois golos (novamente Lisandro!) o Porto nunca incomodou propriamente Carlos, a não ser em lances de bolas paradas. Aliás, o primeiro golo é disso exemplo:  uma bola parada cobrada por Quaresma e a consequente recarga oportuna de Lisandro Lopez, que foi mais uma vez o homem do jogo.

As notas positivas desta partida vão para Lisandro, mais uma vez a evidenciar-se no centro do ataque e para a estreia no Dragão de Stepanov. Este Sérvio parece-me ser um bom jogador, que com mais alguns minutos ao lado de Bruno Alves, podem vir a criar uma dupla muito forte. As notas negativas vão para os restantes elementos, que de uma forma em geral estiveram uns furos abaixo daquilo que podem e devem fazer. Uma nota ainda para o público e os assobios à equipa. Sinceramente não percebo! A equipa vencia por 1-0 e as coisas não corriam bem é certo, mas de qualquer forma nada justifica que se assobiem jogadores e treinadores. Realmente há pessoas que têm a memória muito curta.

Para a história fica a sexta vitória consecutiva e o facto de no final da sexta jornada termos 8 pontos de avanço para os lampiões e 7 para os lagartos.

 

Dados do jogo:

Árbitro: Artur Soares Dias

FC PORTO – Helton; Bosingwa, Stepanov, Bruno Alves e Cech; Lucho Gonzalez (Bolatti, 78 m), Paulo Assunção e Raul Meireles (Adriano, 78 m); Tarik Sektioui (Leandro Lima, 46 m), Lisandro Lopez e Ricardo Quaresma.

BOAVISTA – Carlos; Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés; Fleurival, Diakité e Jorge Ribeiro; Zé Kalanga (Bangoura, 52 m), Edgar e Mateus (Laiomel, 70 m).

Golos: Lisandro Lopez (14 e 74 m).

Dragões de Ouro: André

September 29th, 2007

 António Santos Ferreira André foi durante 11 temporadas um futebolista exemplar do nosso clube, sendo um futebolista à moda antiga, que aliava a sua força à raça e entrega a cada partida.

Nascido a 24 de Dezembro de 1957, no seio de uma família de pescadores de Vila do Conde, André cedo começou a dar nas vistas no Varzim e logo nos primeiros anos esteve perto de ingressar no FC Porto. No entanto tal não se confirmou e o jogador das Caxinas manteve-se no clube Poveiro durante 5 temporadas. Foi Pedroto quem voltou à carga e finalmente o colocou nos portistas em 1984. Logo nessa altura começou a  mostrar-se fundamental na posição que ocupava,  médio defensivo, chegando ao título logo na primeira temporada de dragão ao peito.

No ano seguinte estreou-se pela selecção nacional, onde se manteve até 1992, tendo participado na fase final do mundial de 1.986. Durante a sua carreira foi internacional português por 19 ocasiões.

Ao serviço do FC Porto conquistou 1 Taça dos Clubes Campeões Europeus, 1 Taça Intercontinental, 1 Supertaça Europeia, 7 Campeonatos de Portugal, 3 Taças de Portugal e Cinco Supertaças de Portugal.

Após o abandono da sua carreira de futebolista, ficou ligado ao Futebol Clube do Porto, ocupando o cargo de treinador-adjunto.

 Clubes que representou:

Época

Equipa
1994/95 FC Porto
1993/94 FC Porto
1992/93 FC Porto
1991/92 FC Porto
1990/91 FC Porto
1989/90 FC Porto
1988/89 FC Porto
1987/88 FC Porto
1986/87 FC Porto
1985/86 FC Porto
1984/85 FC Porto
1983/84 Varzim
1982/83 Varzim
1981/82 Varzim
1980/81 Varzim

Motivar uma equipa…

September 28th, 2007

 Jesualdo Ferreira é sem dúvida uma pessoa que sabe muito de futebol. Não lhe chamassem “O Professor”, apenas porque ministra ou ministrava determinadas disciplinas dos Cursos de Treinador, estou certo que ele sabe muito de futebol, da sua história, da sua evolução, das suas tácticas, contra-tácticas, metedologia de treino, etc.

Mas “saber muito” não significa o mesmo que “saber bem”!
… uma pessoa com muitos anos de experiência pode saber muito, não foram os tantos anos vividos, mas uma pessoa bem mais nova pode saber menos mas melhor. Veja-se o pragmático exemplo, José Mourinho. Apareceu para treinador principal de futebol há cerca de… 6 anos… e acho que está comprovado que sabe bem. Pode ter aprendido muito, como treinador adjunto, mas não são tantos aos de experiência como outros, os tais “professores”.

Mas voltando ao que nos interessa, o NOSSO treinador, Jesualdo Ferreira.

Reitero mais uma vez que estou certo que sabe muito de futebol, mas, não questionando se sabe bem ou mal, ponho em causa a sua capacidade de motivar os jogadores, uma competência fundamental para o sucesso de uma equipa.
Parece-me uma treinador distante, frio, daqueles dos livros, que se fosse preciso dava indicações, durante o jogo, por gestos, ou em surdina. Estou certo que não é um treinador a quem um jogador vá abraçar depois de marcar um golo… como se via a Mourinho, António Oliveira, até Bobby Robson!
São estilos… dirão uns. Mas estou em crer que não é o melhor estilo.

Joguei mais de 10 anos basquetebol federado e francamente, quanto mais intenso e intimo dos jogadores fosse o treinador, maior o nível de motivação que os jogadores levavam para os jogos!
Entre ter um treinador que estivesse sentado no seu banco, levantando-se a custo, de tempos a tempos, para corrigir algumas posições, ou ter o treinador ao pé da linha, constantemente a motivar, a puxar pela equipa, ao mesmo tempo que corrigia uma posição… a diferença no rendimento é enorme!
A forma de falar com a equipa é crucial para o treinador tirar da equipa o rendimento que pretende. A forma de falar do treinador com a equipa está correlacionado com o “à vontade” com que estes convivem com o seu mister. A próximidade e intimidade que o treinador tem com os jogadores dá ao próprio treinador mais à vontade para este os corrigir, para os recriminar por um qualquer erro, pois os jogadores vê-lo-ão como um amigo, não como o “chefe”.

Para mim isso viu-se em Fátima. Uma equipa lançada às feras, sem mecanismos, sem entrosamento, e na minha opinião sem apoio motivacional. Foi o que se viu. Ou melhor, a aquipa que não se viu.

Jesualdo Ferreira não é capaz de gritar a plenos pulmões um “Vamos lá, malta… força!!”… ou bater palmas com exagero e expressividade demonstrando o seu apoio. É tão importante isto num líder, num timoneiro. É uma questão de feitio… dirão outros… mas tem que mudar! Se quer tirar mais de um grupo de homens, tem que mudar, tem que se aproximar deles!
O Professor sabe muito, tenho a certeza. Mas espero que também saiba que por muito que saibamos, estamos sempre a aprender. Não me digam que depois dos 60 anos não evoluimos!! Vou ter esperança que ele desenvolva essa competência que tanta falta lhe faz. Vou ter esperança, por mim, e por todos os portistas, pois é a equipa que beneficiará!

114 Anos de História!

September 28th, 2007

Parabéns Futebol Clube do Porto!

Minha Nossa Senhora…

September 26th, 2007

UD Fátima 0 vs FC Porto 0 (4-2 g.p.) 

Nem sei que diga do jogo que o Porto fez em Fátima. A derrota acaba por surgir na lotaria dos penalties, no entanto fizemos muito pouco para vencer o jogo.

A história do jogo é simples. O Porto apresentou com várias alterações e talvez por isso, por não ter rotina de jogo, foi uma equipa desconecta. O Fátima pegou no jogo e na primeira parte as melhores oportunidades pertenceram a esta equipa. Jesualdo mexeu ao intervalo, tirando Kazmierzack e Rui Pedro. A saída do polaco ao intervalo peca por tardia. Uma exibição muito fraca, o que veio comprovar aquilo que achava deste jogador: está no plantel a fazer número. Não é jogador para o Porto! Quanto à saida de Rui Pedro parece-me uma alteração pouco feliz. Farías, o argentino que é goleador mas ainda ninguém viu onde, devia ter sido o escolhido. Rui Pedro criava mais perigo e estava a jogar bastante melhor. Acho que os Pesos Argentinos falaram mais alto…

Na segunda parte finalmente tivemos uma amostra de Porto, mas mesmo assim muito turva. A irreverência e a vontade de Leandro Lima não chegaram para fazer golos e a entrada de Edgar, apesar de positiva, também não mudou o rumo ao jogo.

Nos penalties Lino e Mariano González falharam e o Fátima prossegue em frente. Dos novos reforços apenas nota positiva a Leandro Lima e Stepanov, que fez uma estreia agradável, não comprometendo e jogando sempre pelo seguro.

Dados do jogo:

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

Fátima – Pedro Duarte; Marco Airosa, Duarte Machado, Veríssimo, Jorge Teixeira, João Fonseca, Falardo (Moreira, 83 m), Cícero (Miguel Xavier, 63 m), Joel, Saleiro e Marinho.

FC Porto – Nuno; Fucile, Stepanov, João Paulo e Lino; Bolatti, Kazmierczak (Cech, 46 m) e Leandro Lima; Rui Pedro (Adriano, 46 m), Farias (Edgar, 66 m) e Mariano Gonzalez.

No post anterior colocava a questão de o porquê de Jesualdo não rodar a equipa e o porquê de não fazer alinhar os jogadores contratados esta época. A resposta foi dada no campo e mais valia que não o tivesse feito. Fraquinhos… muito fraquinhos! Nem nos penalties se safaram…

PS: Uma nota para a organização desta Taça da Liga. Mediante a amostra dos jogos dos 3 grandes mais valia os jogos desta Taça serem apenas uma marcação de grandes penalidades. Poupava deslocações, desgaste e dava a mesma emoção aos jogos.

PS2: Os Lampiões entram em grande! Não tiveram a Nossa Senhora do lado deles, mas tiveram o fiscal de linha… Rídiculo aquilo que se passou na Reboleira!

O começo de época

September 25th, 2007

A equipa do Futebol Clube do Porto está com um início de época bastante positivo. Apesar de ter falhado o primeiro troféu da época contra o Sporting, a equipa soube dar a volta por cima e apresentou-se para a Liga disposta a renovar o título.

Após a 5ª jornada da competição o FCP apresenta-se isolado com 6 pontos de vantagem do Benfica e a 5 do Sporting, demontrando uma clara superioridade. Apesar de o seu jogo não encher o olho, e do futebol apresentado não ser dos melhores que já vimos no relvado do Dragão, o certo é que é um futebol eficaz. As primeiras jornadas, todas de elevada dificuldade, foram ultrapassadas sem a perda de qualquer ponto. E acrescente-se o facto de termos vencido alguns jogos em que na época passada claudicamos.

Num pequeno resumo, tentarei enunciar os pontos que considero mais positivos e outros que considero não tão positivos:

Pontos Positivos

O segredo deste arranque tão positivo pode muito bem residir no facto de o onze titular ser em quase tudo semelhante ao da época passada. De facto Jesualdo pode ser criticado por não rodar os novos reforços no onze portista, mas este facto pode muito bem ser o nosso trunfo nesta altura. Do onze da época passada apenas temos de novo Nuno, substituíndo o lesionado Helton, Tarik que ganhou lugar com a saída de Adriano e a subida para o centro de Lisandro e a entrada de João Paulo no eixo da defesa. O único senão deste facto poderá ser lá mais para a frente, quando os jogos começarem a pesar nas pernas e Jesualdo necessitar de rodar jogadores. Pergunto-me se não nos interogaremos se afinal esta foi a opção certa. A ver vamos, mas por certo o Prof. Jesualdo terá tudo bem pensado.

Este arranque fica ainda ligado pela dúvida no centro do ataque. De Postiga, passando por Adriano, Farías, Edgar e Lisandro, o que é certo é que o argentino tem sido de longe o mais eficaz. E mais… Podemos aliar à sua apetência para fazer golos o facto de este jogador não parar de correr os 90m: luta, recupera bolas, faz pressão alta, recua no terreno, encosta na linha, enfim, é um regalo ver a entrega e o futebol de Lisandro López.

Na defesa reside também outro ponto positivo deste arranque de época. Bruno Alves a cada jogo que passa afirma-se como uma pedra basilar da defesa portista. A sua elevada estatura e compleição física estão agora a ser bem aproveitadas pelo jogador, dado que poucas bolas perde nas alturas e em cortes defensivos. Tem sido mais um exemplo de como um jogador de época para época pode alterar, a exemplo do que épocas antes tinha sucedido com Pepe. Fico agradado com esse facto e há que dar valor ao atleta. Ao seu lado começa a crescer, na minha opinião, outro caso igual: João Paulo. Jogador com bom porte físico também, com sentido posicional, mas com um handicap: falta de velocidade. Para ambos os casos uma dica a Jesualdo: falta explorar o excelente pontapé que estes dois jogadores têm, quem sabe em detrimento dos livres falhados de Quaresma. Outra nota ainda para Fucile e Bosingwa. Os dois laterias têm feito exibições muito positivas. Em especial Bosingwa, que corre km´s, possibilitando uma maior utilização das faixas laterias, da sua velocidade e do cruzamento de bolas para a área. Aliás, este é o único ponto onde necessita de melhorar…

Um nota de destaque também para Nuno. O guardião que voltou e que com a humildade e profissionalismo que sempre nos mostrou está à altura dos desafios que lhe foram propostos. Foi chamado a substituir o lesionado Helton, tendo-o feito sem comprometer. As suas exibições podem muito bem colocar Jesualdo na dúvida de quem será o titular.

Por último uma nota positiva para Tarik Sektioui, um jogador renovado que dá uma mais valia visível para as alas do ataque portista.

Pontos Menos Positivos

 Tal como referi em cima um dos pontos que posso ver como menos positivo é o facto de o 11 titular ser composto somente por jogadores que já estavam no plantel anterior. Este facto coloca-me duas questões: Terão os novos jogadores qualidade para serem titulares e irem aos poucos integrando o 11 inicial? Terão sido as contratações sugeridas por Jesualdo? Em ambas as perguntas parece-me que a resposta virá com o tempo… Mas de vez em quando gostavávamos de os ver jogar uma partida. Queremos ver as suas habilidades e qualidades. Pode ser que tal possa ser possível amanhã contra o Fátima….

Um ponto menos positivo que vejo nos jogos que o Porto fez até agora é o seu meio campo. E digo isto não por achar que algum jogador individualmente tenha estado menos mal, antes pelo contrário! Digo isto porque acho que nos faz falta um criativo. Meireles e Assunção são claramente jogadores todo o terreno. Excelentes jogadores para actuarem à frente da defesa. Lucho é uma classe de jogador. Recupera inúmeras bolas, tem boa visão de jogo e joga simples. Mas em todo o caso falta sempre alguém que pegue na bola, que paute o jogo ameio campo e não se apresse em passar a bola para os pés de Quaresma. Falta criatividade, poder de contensão de bola, alguém para o último passe que sirva os avançados. Um Deco…. Temos o miúdo Leandro, mas tem de crescer físicamente e tácticamente e ao mesmo tempo ganhar a cultura futebolística europeia.~

Um pequeno reparo apenas ao trabalho de Jesualdo. Dou como exemplo o jogo com o Liverpool. A falta de coragem demonstrada nalgumas substituições. A falta de coragem em arriscar a busca da vitória. Jesualdo contentou-se com o empate e não arriscou tudo o que podia. A sorte protege os audazes! Há que ir de encontro com as vitórias, mau é quando elas nos caem do céu.

Espero que continuemos no bom caminho. Por certo em cada jogo que passa e em cada vitória que passa estaremos mais perto do Tricampeonato! 

Justiça lhe seja feita!

September 24th, 2007

O reconhecimento dos jogadores pelo apoio dos adeptos 

Para o bem e para o mal, devemos ser sempre justos.
Tantas vezes no passado criticados por não agradecerem aos adeptos, sobretudo nos jogos fora, registe-se a atitude de Jesualdo Ferreira.
De louvar vê-lo a obrigar os seus jogadores a irem agradecer ao público, aos portistas que se deslocaram à Mata Real.
O apoio da massa portista é importante e é também importante que a equipa louve o esforço de todos os adeptos.
Saber agradecer é uma virtude dos grandes homens, tal como o é, pedir desculpas!

Mais um “Paço” rumo ao Tri!

September 23rd, 2007

Lisandro bisou em Paços

Paços Ferreira 0 – F.C. Porto 2 (Bis de Lisandro).

A primeira nota vai para a surpresa que foi ver Tarik no banco e Edgar a titular, e se o primeiro me vem surpreendendo nos jogos que tem realizado, o segundo também me deixou surpreendido com a agradável exibição. Boas movimentações e um bom jogo aéreo, que proporcionou a defesa da noite ao guarda-redes pacense.

Notas à parte, mais uma vez entrámos muito bem no jogo e chegámos ao golo com toda a justiça. Com o Lisandro a demonstrar mais uma vez toda a raça e empenho que o caracterizam, e com uma assitência do B. Alves depois de uma excelente jogada ao longo da linha lateral. Um central a fintar como ele fez, quem diria.. Depois do golo o Paços equilibrou o jogo, mas voltou a ser o Porto a ter  a melhor oportunidade com a referida cabeçada do Edgar. Até ao intervalo foi um jogo durinho e equilibrado sem grandes notas de destaque.

Na segunda parte, e contra as expectativas o Paços entra bem no jogo e o Jesualdo mexeu na equipa com a entrada de Leandro Lima para o lugar de Edgar, voltando Lisandro Lopez ao centro do ataque. Mais uma vez não percebo o nosso treinador, o Mariano que é extremo joga no meio campo e o Leandro que é um 10, joga encostado à ala? Curiosamente é com L. Lima no meio campo, que este descobre Licha Lopez para mais um excelente golo, e resolve um jogo que se estava a começar a complicar.

Mostrámos que estamos na liderança para ficar e demos prova da nossa capacidade de sofrimento…

Rumo ao TRI!

Os “fazedores” de factos…

September 21st, 2007

Em todas as profissões existem os bons e os maus profissionais. O Homem não é perfeito e assim Deus ou Outrem nos criou. Portanto, temos que compreender as falhas humanas daquele que executa a sua função com responsabilidade e dedicação.

Há, no entanto, outras funções, profissões, em que o erro é menos admissível ou até mesmo inadmissível. Porque sendo funções de elevada responsabilidade e cujas consequências são relevantes e determinantes para muitos terceiros, deve haver mais atenção e cuidade na sua execução.
Por exemplo, pilotar um Airbus cheio de passageiros é uma coisa que exige que o piloto tenha consciência de que não pode andar a por em risco esses terceiros. Já quando o avião vai vazio, como o que aconteceu no Air Show Portugal em Évora há dias, ainda que a responsabilidade de conduzir uma máquina de milhares de euros o exigisse à partida, pode o piloto abusar um pouco das suas funções.

Outra função em que a admissibilidade do erro é muito pequena é a de Jornalista.
Hoje em dia, tal como noutras profissões de menor nível geral de exigência intelectual, encontram-se jornalistas aos pontapés. Deve fazer parte dos rácios de licenciados a que o governo se propõe como meta para a convergência com a UE. Não importa a qualidade, mas sim os rácios, os números de licenciados.

Antigamente, ser Jornalista, era sem dúvida uma daquelas profissões à qual o acesso era restrito e fruto de uma laboriosa relação mestre-aprendiz e em que era inadmissível apresentar erros ortográficos ou gramaticais. Era uma profissão que exigia elevados padrões éticos e princípios de verdade. Hoje em dia, numa economia de mercado em que o lucro é provavelmente o único objectivo que interessa, vale tudo para vender.
A venda depende da procura, e esta, está correlacionada com o mercado potencial da notícia e os interesses deste mercado. Escândalo, por exemplo, é o que mais vende… vá-se lá perceber este povo que se interessa mais por escândalos do vizinho que pelo que se passa dentro das suas 4 paredes.

Hoje em dia, Jornalista, pode ser qualquer um com um cursozito duvidoso de uma qualquer Faculdade ou Instituto criado à pressa para fazer números de convergência da UE. Não há nenhum exame (verdadeiro e rigoroso) de ética porque o que há é fácil de copiar… Eu também sei o que se deve dizer, agora aplicá-lo na vida real…

A profissão de Jornalista é de extrema importância na sociedade, não será por acaso que os Jornalistas são denominados como o 4ºpoder. Os Jornais e Televisões ditam e moldam a opinião pública, pelo menos daqueles que não sabem pensar por si. Estes têm obrigação de chamar a atenção para o que está errado, enaltecer o que está certo (isto raramente acontece), opinar com isenção e neutralidade. Mas como os demais seres humanos, também erram e mostram parcialidade.
Mas no entanto, o mínimo que um Jornalista deve defender é A VERDADE. E a um jornalista é totalmente inadmissível a MENTIRA. Infelizmente, hoje em dia, vale tudo para vender jornais, até mentir.

Há dias o “Record” noticiou que o presidente do FCPorto teria telefonado três vezes ao presidente da Federeação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, para exigir o despedimento do Seleccionador Scolari depois daquela atitude vergonhosa.

Hoje, em letras miudinhas e certamente sem muita vergonha na cara, o Jornal “Record” vem apresentar um pedido de desculpas ao Presidente do FCPorto Pinto da Costa pelo equívoco da notícia.

Igualmente o Jornal “A bola” noticiou há dias que o treinador do Marítimo Lazaroni teria tido problemas na entrada no Estádio do Dragão porque o confundiram com o Sr.Vitor Santos so SL Benfica. Ora, isto é ridículo e igualmente uma falsidade uma vez que as equipas adversárias mal saem do autocarro em que chegam ao Dragão seguem em comitiva para o balneário, a 5metros da porta do autocarro, e não se barra a entrada a ninguém.

O meu pai já há muito me diz que o estado do país se vê pela qualidade dos serviços de saúde e pela qualidade (rapidez) da justiça. Como sabemos e olhando a ambas as determinantes, o estado do nosso país é muito fraco. E, a ver pelo cenário, eu diria que o estado do nosso país está em sintonia com a qualidade dos meios de comunicação que temos ao nosso serviço.

Haja vergonha na mentira e respeito pela verdade!

Aos que executam as suas funções com desprezo pela função e sem responsabilidade, devemos demiti-los e dar-lhe outras funções para as quais eles ajam com a responsabilidade exigida.
Quem não tem unhas, não toca guitarra.

PS: Perdoem-me os erros gramaticais ou ortográficos. Eu não sou Jornalista, mas também tenho obrigação de escrever em… “Bom Português”

O que te falta, Quaresma?

September 20th, 2007

Quando no ano que já não me recordo, jogava de verde e branco Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo, o Manchester United comprou por tuta-e-meia o C.Ronaldo, eu pensei… “Que burros, não levam o melhor deles que é o Quaresma?”. Hoje, reconheço o meu engano ou a minha imprecisão.

Continuo a achar que Quaresma não é pior que C.Ronaldo, mas este ultimo evoluiu bastante, como homem no futebol, como jogador, e Ricardo Quaresma, apesar de ter evoluído também muito, continua a manter vícios e erros muito próprios da sua maneira de ser que prejudicam a sua estrela. Quaresma, por exemplo, está muito mais maduro, não se mete em confusões, mesmo quando provocado, não reage, é sereno, tem atitudes de líder no campo, mas por vezes, deixa-se contagiar por laivos de egoismo, protagonismo, e perde o sentido de equipa.

É certo que todo o craque tem o seu “quê” de egoísta, mas o verdadeiro líder e referência no futebol é mais humildade que egoísmo. É uma pena que a um jogador tão talentoso como Quaresma, cheio de técnica e rapidez, lhe falte o que distingue um craque completo como Kaká, ou Luis Figo, ou Ronaldinho Gaucho. O profundo sentido de equipa.

Mais importante que o homem que marca o golo é aquele homem que tem a arte de o entregar ao companheiro numa bandeja de prata!
…Quaresma fá-lo tantas vezes,… porque é que deixa o mostro-do-protagonismo apoderar-se do seu espírito?

Co Adriaanse foi fundamental na formação de Quaresma, sobretudo no seu sentido de equipa, na sua humildade de jogo, mas receio que Jesualdo não esteja a fazer muito bem ao jovem Quaresma porque vejo algum retrocesso no seu jogo e na sua mentalidade. Não vejo Jesualdo a chamá-lo à razão,a a dar-lhe um puxãozito de orelhas, e duvído que Jesualdo tenha-os no sítio para, por exemplo, substituir Quaresma, nem que seja por pedagogia. Pena.

Mas o que te falta, Ricardo?

a)
Gostas da finta, do um-contra-um, mas não me digas que já não sabes que qualquer adversário vai ter especial atenção sobre ti e que dificilmente terás um um-contra-um sem que apareçam rapidamente mais um ou dois adversários para ficar 3 contra um? E se assim for tens mais é que soltar a bola para um companheiro que está quase certo sozinho sem marcação em vez de tentar furar sobre 3 adversários que é muito complicado…

b)
A tua maravilhosa técnica dita leis no 1 contra 1, como já disse. Muito gostas de virar as costas ao ataque e vir receber a bola à linha lateral, quase na linha de meio-campo, para depois iniciares o 1 contra 1. Pena é que o 1 contra 1 rapidamente deixa de o ser para passar a ser 3 contra 1… os gajos não te vão largar!

Porque não aproveitas a tua boa velocidade e capacidade de recepção de bola em corrida para cortar nas costas da defesa aproveitando um passe bombeado ou uma bola corrida pela linha metida pelo lateral ou pelo trinco? Não me digas que não consegues combinar um sinal com o lateral para que ele saiba quando vais tu receber à linha ou quando vais tu virar e correr na faixa lateral para receber à frente?

Oh Ricardo, falta-te um bocadinho, só um bocadinho, para seres uma estrela mais cintilante. Sê um pouco mais humilde no jogo e olha para ti. Procura os defeitos do teu jogo e corrige-os. Podes voar muito mais alto!

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