FC Porto 2 vs Olympique Marseille 1

fotos: www.reuters.com
O FC Porto teve esta noite uma vitória tirada a saca rolhas contra a equipa francesa do Marselha. Com um adormecimento colectivo durante o encontro, o Porto teve de recorrer a momentos mágicos das suas individualidades para que esta fosse uma noite de festa. A noite em que nos isolámos no comando do Grupo A da Champions League.
Sem o comandante Lucho a gerir as tropas o Porto fez um jogo desesperante. Muitos passes falhados, uma passividade e uma apatia fora do normal foram a tónica da exibição azul e branca. O Marselha entrou a todo o gás ganhando claramente a luta a meio campo e controlando a partida. O Porto não conseguia criar perigo, falhava passes consecutivamente e não tinha um fio de jogo condutor ao seu futebol. O Marselha mantinha a posse de bola e com triangulações e desmarcações rápidas criavam algum perigo para a baliza portista. Nasri era um dos jogadores em destaque na equipa Marselhesa, fazendo jus à alcunha de “novo Zidane”.
Aos 27m de jogo surge o momento da noite. Tarik recebe a bola no meio campo portista e em sucessivas fintas rápidas tira 3 adversários do caminho, antes de sentar o guarda redes para fazer o golo. Um coelho tirado da cartola pelo marroquino, num golo mágico, o único que trouxe algum perfume de futebol espectáculo durante os 90m.
Mesmo com o golo fantástico o Porto não acordou e o intervalo viria com a equipa do Marselha a continuar a dominar o jogo.
Logo no início da segunda parte o Marselha chega ao golo. Jorge Fucile é ultrapassado pela esquerda e depois de um centro Nyang surge oportuno a antecipar-se a Stepanov. O filme de Marselha repete-se (o jogador francês antecipa-se a Stepanov na área portista), com os mesmos protagonistas (Stepanov e Nyang) embora noutros moldes (desta vez o golo é de cabeça). Um balde de água fria que custou a digerir…
Nem com o golo a equipa do Porto acordou, continuando a falhar demasiados passes e a possibilitar o controlo da bola a meio campo pelos franceses (o Marselha teve 57% de posse de bola durante o jogo). A equipa apenas acordou com a entrada de Postiga, que veio dar velocidade e soluções à frente de ataque. O Porto ficou mais vivo e perigoso, criando finalmente algumas situações para marcar, como sucedeu em dois bons remates, de Fucile e Lisandro Lopez nomeadamente.
O golo do Porto surge então numa altura crucial da partida. Aos 78m de jogo e após um trabalho e centro de Quaresma pela direita Lisandro aparece oportuno a cabecear para o golo. Pode não ter sido merecido, mas saboroso foi com certeza.
Em destaque pela negativa figuravam Bosingwa claramente em sub-rendimento, Marek Cech sempre muito trapallhão e Raul Meireles, que passou completamente ao lado do jogo. Pela positiva Tarik pelo golo fantástico que marcou e Paulo Assunção pelos km´s que correu e pela entrega ao jogo e Lisandro, também pela entrega e pelo golo que marcou.

Acima de tudo o futebol vive de resultados e esta noite o Porto soube aproveitar por duas vezes o génio e a habilidade dos seus jogadores. Esta noite a magia esteve do nosso lado!Estamos destacados na liderança do grupo, com todas as condições para assegurarmos a passagem aos oitavos de final.
Dados do jogo:
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
FC Porto: Helton; Bosingwa; Stepanov, Bruno Alves e Fucile; Raul Meireles (Bolatti, 68m), Paulo Assunção e Cech (Postiga, 58m); Sektioui (Mariano González, 87m), Lisandro e Quaresma
Marselha: Mandanda; Bonnart, Rodriguez, Givet e Taiwo; Valbuena, Cana e M´Bami (Cheyrou, 84m); Nasri; Niang (Cissé, 62m) e Ayew (Arrache, 77m)
Disciplina: amarelo para Helton (91m) e Fucile (92m)
Marcadores: 1-0, Sektioui (27m); 1-1, Niang (47m); 2-1, Lisandro (78m)
Tarik Sektioui e o momento mágico da noite.




