Estádio Dragão

FC Porto 2 vs Olympique Marseille 1

November 6th, 2007

Vitória suada contra os franceses

fotos: www.reuters.com

O FC Porto teve esta noite uma vitória tirada a saca rolhas contra a equipa francesa do Marselha. Com um adormecimento colectivo durante o encontro, o Porto teve de recorrer a momentos mágicos das suas individualidades para que esta fosse uma noite de festa. A noite em que nos isolámos no comando do Grupo A da Champions League.

Sem o comandante Lucho a gerir as tropas o Porto fez um jogo desesperante. Muitos passes falhados, uma passividade e uma apatia fora do normal foram a tónica da exibição azul e branca. O Marselha entrou a todo o gás ganhando claramente a luta a meio campo e controlando a partida. O Porto não conseguia criar perigo, falhava passes consecutivamente e não tinha um fio de jogo condutor ao seu futebol. O Marselha mantinha a posse de bola e com triangulações e desmarcações rápidas criavam algum perigo para a baliza portista. Nasri era um dos jogadores em destaque na equipa Marselhesa, fazendo jus à alcunha de “novo Zidane”.

Aos 27m de jogo surge o momento da noite. Tarik recebe a bola no meio campo portista e em sucessivas fintas rápidas tira 3 adversários do caminho, antes de sentar o guarda redes para fazer o golo. Um coelho tirado da cartola pelo marroquino, num golo mágico, o único que trouxe algum perfume de futebol espectáculo durante os 90m.

Mesmo com o golo fantástico o Porto não acordou e o intervalo viria com a equipa do Marselha a continuar a dominar o jogo.

Logo no início da segunda parte o Marselha chega ao golo. Jorge Fucile é ultrapassado pela esquerda e depois de um centro Nyang surge oportuno a antecipar-se a Stepanov. O filme de Marselha repete-se (o jogador francês antecipa-se a Stepanov na área portista), com os mesmos protagonistas (Stepanov e Nyang) embora noutros moldes (desta vez o golo é de cabeça). Um balde de água fria que custou a digerir…

Nem com o golo a equipa do Porto acordou, continuando a falhar demasiados passes e a possibilitar o controlo da bola a meio campo pelos franceses (o Marselha teve 57% de posse de bola durante o jogo). A equipa apenas acordou com a entrada de Postiga, que veio dar velocidade e soluções à frente de ataque. O Porto ficou mais vivo e perigoso, criando finalmente algumas situações para marcar, como sucedeu em dois bons remates, de Fucile e Lisandro Lopez nomeadamente.

O golo do Porto surge então numa altura crucial da partida. Aos 78m de jogo e após um trabalho e centro de Quaresma pela direita Lisandro aparece oportuno a cabecear para o golo. Pode não ter sido merecido, mas saboroso foi com certeza.

Em destaque pela negativa figuravam Bosingwa claramente em sub-rendimento, Marek Cech sempre muito trapallhão e Raul Meireles, que passou completamente ao lado do jogo. Pela positiva Tarik pelo golo fantástico que marcou e Paulo Assunção pelos km´s que correu e pela entrega ao jogo e Lisandro, também pela entrega e pelo golo que marcou.

Tarik & Lisandro; dupla de protagonistas

Acima de tudo o futebol vive de resultados e esta noite o Porto soube aproveitar por duas vezes o génio e a habilidade dos seus jogadores. Esta noite a magia esteve do nosso lado!Estamos destacados na liderança do grupo, com todas as condições para assegurarmos a passagem aos oitavos de final.

Dados do jogo:

Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)

FC Porto: Helton; Bosingwa; Stepanov, Bruno Alves e Fucile; Raul Meireles (Bolatti, 68m), Paulo Assunção e Cech (Postiga, 58m); Sektioui (Mariano González, 87m), Lisandro e Quaresma

Marselha: Mandanda; Bonnart, Rodriguez, Givet e Taiwo; Valbuena, Cana e M´Bami (Cheyrou, 84m); Nasri; Niang (Cissé, 62m) e Ayew (Arrache, 77m)

Disciplina:  amarelo para Helton (91m) e Fucile (92m)

Marcadores: 1-0, Sektioui (27m); 1-1, Niang (47m); 2-1, Lisandro (78m)

Tarik Sektioui e o momento mágico da noite.

Um tropeço inevitável…

November 5th, 2007

Postiga de volta aos golos

E aos 10minutos de jogo o FCPorto tremeu…

 

Numa agradável noite de 6ªfeira o FCPorto defrontou o Belenenses, eterno, até ao dia, clube “amiguinho”, fora das 4 linhas porque dentro, é ver quem joga para ganhar.
Vinhamos de 8 vitórias consecutivas a abrir o campeonato e jogavamos mais uma partida, em casa, frente a um adversário muito bem organizado com excelentes jogadores.

 

Surpreendeu Jesualdo ao “mexer em equipa que ganha”… colocando Postiga no meio, relegando Lisandro para a ala… claramente tentando puxar a motivação de Helder Postiga.

 

Não começou mal o FCPorto, tentando impôr o seu jogo, mas aos 10m minutos tudo mudou. Lucho Gonzalez lesiona-se e o pêndulo do jogo, ofensivo e defensivo, do FCPorto tem q ser substituido.
Para gaudio de muitos portistas, tolos, ouviram-se palmas com a entrada do jovem, muito jovem e menino, Leandro Lima… mas cedo também se percebeu que ainda é jovem, muito jovem, e que ainda tem que desenvolver a inteligência de jogo de Lucho Gonzalez. Prendia-se muito à bola, cheio de boas intenções, tentava resolver, por vezes, tentanto furar entre 2 ou 3 adversários. Raul Meireles não tinha o fulgor e profundidade do jogo com o Leixões, talvez sentido falta do seu “mais-que-tudo” Lucho… Lisandro e Quaresma iam tentando, mas a falha estava na transição.
O Belenenses aproveitou o desnorte dos dragões e fez mossa, só não marcou porque não calhou.
Num lance em fora de jogo, Postiga aparece desmarcado e frente a Costinha (e com a “ajuda” deste) marca o golo que desiquilibrava o marcador mas não a justiça do resultado.

 

Foi intervalo mas certamente que o tribunal do dragão sabia que as coisas não estavam muito sólidas…

 

A 2ªparte começou melhor. Leandro Lima apareceu melhor, mais determinado e ciente do que tinha que fazer. O FCPorto melhorou mas… numa jogada de algumas falhas defensivas do FCPorto, o Belenenses empata. Stepanov saiu muito fora da sua área de jurisdição para tentar um corte que falhou, permitiu ao Belenenses inrromper pela área do FCPorto. Marek Chech também falha o corte e permite a Zé Pedro aparecer na cara de Helton e marcar.

 

O FCPorto, ferido no seu orgulho, parte para cima do Belenenses. Por vezes, mais com o coração do que com a cabeça, tenta atacar com objectividade.
Jesualdo num acto que até devo enaltecer como de coragem, volta a tirar Leandro Lima e coloca Tarik, aquele que nunca devia ter começado o jogo no banco. Tarik conseguiu desiquilibrar, quer no meio, quer nas alas, quando vinha Quaresma pelo meio. O FCPorto atravessava o seu melhor momento e tornava-se perigoso.
Alguns fora-de-jogo milimetricamente, mas correctamente, tirados, foram contendo o resultado em 1-1.
Jesualdo ainda meteu Adriano por vez de Postiga, mas, ainda conseguindo ganhar algumas bolas de cabeça, foi mais do mesmo.

 

Mais uma vez, e numa lógica de rodar o plantel, nem que seja pelo banco, faltava como opção Edgar, que nos ultimos 5/8 minutos se poderia ter mostrado interessante para desfazer o empate, num estilo de jogo directo.

 

Jesualdo arriscou mexer no 11… e correu mal. Não digo que pelo 11 alterado mais do que pela lesão de Lucho … mas correu mal. Concluimos, mais uma vez, a extrema importância de Lucho na organização defensiva e ofensiva do FCPorto.
Lisandro, já o manifestou, é um ponta-de-lança de características impares no esquema apresentado pelo FCPorto. Aguerrido, rápido, muito bom na desmarcação. Tarik é um extremo de técnica, de velocidade, e com visão de jogo. Quaresma é um ala desiquilibrador, um tecnicista, uma arma fundamental. Postiga, infelizmente, não se enquadra, a meu ver, no actual modelo do FCPorto.

 

Perdemos 2 pontos na caminhada para o título, mas continuamos bem lançados. Esperamos que este empate tenha sobretudo servido para todos aprenderem: jogadores, treinadores e adeptos!

FC Porto Ferpinta – 82 CAB Madeira – 74

November 5th, 2007

Emotivo qb!

Assim defino este jogo no passado sábado, no qual o Porto cimentou, juntamente com a Ovarense, a sua posição de líder da actual Liga Profissional de Basquetebol.
Já sabemos que por todas as condicionantes deste inicio de época anteriormente faladas (Azia causada pelo tremendo insucesso dos Vermelhos nesta modalidade que se traduziu numa tentativa frustrada de acabar com o Basquetebol Português) esta Liga começaria com pouco entusiasmo e também com as equipas pouco definidas.

Em relação a este ultimo ponto poderia estender-me aqui por entre muitas e longas linhas de palavras, números e acentuações a tentar perceber o porquê de no Basket se ter perdido nos últimos (5?6?10?) anos o tal “amor à camisola” que tanto se fala no futebol e se verificar que são raros os jogadores que permanecem mais de 1 ou 2 anos no mesmo clube acabando por rodar entre (todos?) os clubes da nossa Liga.

Falemos apenas na definição da Nossa equipa:

1º Dizia eu na semana passada:
“…mas acima de tudo porque não me parece que o norte-americano Terrance Johnson, apesar de excelente defensor,tenha a qualidade ofensiva mínima desejável para ser uma mais valia comparativamente aos nossos formados portugueses Augusto Sobrinho e Fábio Fernandes.”
Pois bem, foi embora!

2º Toree Morris ( 2,11 m, 140 Kg (não faço ideia mas deve andar à volta disso!)) e Frederick Gentry (2,01 , 99% massa muscular (o 1% será gordura) voltam a confirmar a excelente aposta do corpo técnico. Terminaram o encontro com 20 pontos, 9 ressaltos e 9 marcados em 11 tentados de lançamentos de 2 pontos e 17 pontos, 7 ressaltos e 7 em 8 de 2 pontos, respectivamente.

3º João Figueiredo e Jorge Sing por sua vez fizeram as duvidas persistir, muito embora as 7 assistências obtidas por João Figueiredo possam enganar qualquer um. Pareceu-me muito lento, apesar de lançar pouco mas com eficácia na zona de 2 pontos, “agarrou-se” demasiado à bola tornando-se maçador e individualista (sim com 7 assistência consegue-se ser individualista) fazendo 13569 dribles durante o jogo se não me falhou um ou outro e revelou-se um jogador autoritário mas pouco organizador de jogo. Já Jorge Sing em 11 minutos consegui fazer 3 assistências e 4 perdas de Bola

4º Ausência de mais um extremo capaz de lançar de 2 e 3 pontos com elevada eficácia e consistentemente que acompanhe Nuno Marçal ou Paulo Cunha visto que raro será o dia em que ambos farão boas exibições (Nuno Marçal fá-lo esporadicamente, capaz de converter 9 em 10 mas também é capaz de converter 0 em 10! ou ainda 3 em 10 como neste ultimo jogo e Paulo Cunha, que apesar de por vezes “embalar”, raramente será um atirador nato sendo, porem, um penetrador com excelente sentido de cesto nas áreas próximas deste)

5º E ultimo, de referir a boa prestação de Fábio Fernandes contrastando com uma exibição menos conseguída (para não ser mauzinho) de Augusto Sobrinho .

Um Jogo de basquetebol com razoável qualidade ofensiva, mas para quem percebe (minimamente) disto conclui que com as percentagens de 2 pontos obtidas (71% e 64% para FC Porto Ferpinta e CAB Madeira) ou foi um jogo em que as defesas foram fracas ou…muito fracas!

Valeu por mais uma vitória num campeonato onde muitas mais virão…

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