FCP a dar cartas em Macau

A equipa de futebol da Casa do FC Porto de Macau, filial nº 103 do FC Porto, sagrou-se campeã do campeonato de futebol da II Divisão de Macau.
A subida fazia-se anunciada, um empate bastava para colocar o Futebol Clube do Porto no principal escalão do futebol de Macau e foi quase um empate que coube em sorte aos dragões do território no derradeiro encontro da edição de 2008/2009 do Campeonato da Segunda Divisão.
Frente ao onze da Autoridade Monetária, a formação orientada pelo macaense Francisco do Rosário quase cometeu a mesma imprudência que custou ao Hong Ngai a subida de divisão: depois de ter inaugurado o marcador e de ter dominado durante grande parte do encontro, o onze azul e branco permitiu o empate numa jogada confusa e a igualdade só não se manteve para além do apito final, porque os nervos traíram a eficácia do sector mais recuado do adversário.
Um golo providencial apontado aos 89 minutos por um defesa da Autoridade Monetária na sua própria baliza engrandeceu com uma outra dignidade a época dos dragões, ao recolocar o onze azul e branco na rota do título. Se o empate bastava para elevar o Futebol Clube do Porto ao principal patamar do futebol de Macau, a vitória (ainda que pela mais curta das margens) abria aos dragões do território as portas ao triunfo no campeonato do segundo escalão, ao obrigar o Kuan Tai a derrotar o onze dos Serviços de Alfândega por mais de quinze golos de vantagem para roubar ao clube dirigido por António Aguiar o segundo troféu do seu palmarés. O encontro entre o agora vice-campeão da II Divisão e a formação da Alfândega terminou com um empate a duas bolas.
O veterano Pelé revelou-se uma vez mais instrumental no meio campo do FC Porto e na estratégia do conjunto orientado por Francisco do Rosário. O antigo internacional das camadas jovens da selecção portuguesa apontou o primeiro golo da partida aos 44 minutos, colocando o onze azul e branco na frente do marcador antes ainda do cair do pano sobre a primeira metade do encontro.
A Autoridade Monetária não demorou a reagir e aproveitou um momento de desacerto defensivo do sector mais recuado do Futebol Clube do Porto para chegar à igualdade, transcorria o 23º minuto da segunda parte. Numa jogada confusa, em que o esférico circulou impunemente na pequena área dos dragões, a última palavra pertenceu a um atleta da Autoridade Monetária, numa jogada em que quer a defesa, quer o guarda-redes azul e branco não estão isentos de culpas.
Apesar de terem a subida de divisão já assegurada, jogadores e responsáveis do Futebol Clube do Porto apenas respiraram de alívio a um minuto do fim do tempo regulamentar, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Fábio Ritchie. Pressionada pela linha avançada dos dragões, a defesa do onze da Autoridade Monetária acabou por cometer a pior das inconfidências, baralhar competências defensivas e ofensivas e marcar na própria baliza.
O apito final do árbitro pouco ou nada tardou e com ele estourou uma maré festiva azul e branca. Francisco do Rosário, o jovem técnico que conduziu o Futebol Clube do Porto ao convívio dos grandes do território qualifica a época dos dragões como fantástica e diz que o triunfo no Campeonato da II Divisão é merecido por considerar que o Porto foi a melhor equipa do segundo escalão: “Cumpri o objectivo a que me propunha no início da época, que era o de levar o Futebol Clube do Porto à Primeira Divisão. Subir era um desafio que me parecia alcançável, dada a qualidade da equipa, mas subir e ser campeão é algo fantástico. É algo que só está ao alcance das melhores equipas e nós conseguimos provar ao longo da temporada que fomos e somos a melhor equipa da Segunda Divisão”, reiterou o técnico azul e branco.
A hora é de festa, mas Rosário é o primeiro a lembrar que a temporada ainda não acabou. O treinador, que divide o estatuto de técnico dos dragões com o papel de jogador do Hoi Fan, lembra que o FC Porto ainda integra as andanças da Taça do território, defrontando na segunda eliminatória da prova precisamente a sua actual equipa. Se o encontro da Taça se resolve com a auto-exclusão de Francisco do Rosário quer do meio campo do Hoi Fan, quer do banco do Futebol Clube do Porto, a próxima época suscita ao jovem técnico um dilema de não tão fácil resolução: “Eu ainda não decidi o que vou fazer para o ano. O Futebol Clube do Porto vai jogar na primeira divisão, o Hoi Fan por lá deve continuar, mas a única certeza que tenho é que quero continuar a jogar. Depois da Taça vou reunir com a direcção do FC Porto para saber quais são as expectativas para a próxima época. Acho que o papel de treinador-jogador não é fácil de cumprir, porque a perspectiva que se tem dentro de campo é diferente daquela que se tem fora das quatro linhas. Mas se tiver alguém ao meu lado, que saiba complementar o meu trabalho, essa é uma hipótese que não descarto”, assume.
Tenha ou não Francisco do Rosário no banco, o Futebol Clube do Porto é uma formação que pode dar cartas no futebol de Macau e até mesmo “ombrear com Lam Pak, Monte Carlo e Ka I na disputa do título”, diz o jovem técnico. O título ontem conquistado é o segundo grande título da história do núcleo do Futebol Clube do Porto na RAEM. Em 2008, os dragões de Macau carimbaram a passagem ao segundo escalão depois de terem derrotado o Hong Ngai, num título que rendeu ao FC Porto o título de Campeão da III Divisão de Futebol de Macau.
É caso para dizer que esta é uma equipa ao estilo da filial mãe, com a filosofia da vitória! Um bom exemplo para todas as outras filiais Portistas que ostentam o nome do nosso clube por esse mundo fora.
Aqui ficam os Campeões:
http://www.macaufa.com/pdf/2009/Club_info/Second/Second%20G.pdf








