“O Benfica tem vindo a demonstrar intranquilidade e irregularidade exibicional, fez um jogo ou outro jogo mais conseguido, nomeadamente com o Porto, talvez pela motivação dos jogadores, um pouco ao estilo das equipas pequenas“
Hoje abri os jornais à espera de alguma referência na 1ª página ao ROUBO de igreja que ontem se passou no Dragão. No entanto, e para pouca estranheza minha, nenhuma referência ao que se passou. De facto, não há nada como ser Portista. Cada vez mais dou graças a Deus por isso.
Depois de os lampiões terem “levado naquele sítio que cá sabemos”, o FC Porto tinha oportunidade de descolar e ganhar algum fôlego na frente da Liga. Mais uma vez entrámos dominadores e a criar muitas oportunidades, mas cedo se percebeu que havia alguém mascarado no relvado. O Sr. do apito vermelho lá fez das suas, não vendo ao longo da partida 3 pénaltis a favor do FC Porto. Talvez em casa, sem as palas à frente dos olhos já tenha visto as imagens e se venha redimir como outros já fizeram.
Quanto ao jogo propriamente dito o FC Porto dominou avassaladoramente, tendo criado inúmeras oportunidades que foi desperdiçando. Por estanho que pareça até foi o menos provável jogador a marcar, Mariano González, que acabou por no final do jogo ser merecidamente qualificado como o melhor em campo.
O meio campo Portista esteve magnífico com um elevado índice de recuperação de bola e uma mobilidade muito boa. Andres Madrid cumpriu e bem a tarefa de substituir Fernando e deu ao meio campo, na minha opinião, maior rapidez de execução de passe e de transição defesa ataque. Os laterais também fizeram o seu melhor jogo desde que vestem de azul e branco, sinal evidente de é necessário dar tempo ao tempo e todos os jogadores têm a sua fase de maturação.
Uma nota também para Lucho, de volta ao seu grande nível, ele que atinge o seu piico de forma neste final de época, muito a tempo de nos dar o título e ser uma mais valia na Champions.
Estamos bem encaminhados e por certo em não vacilaremos em Guimarães na próxima jornada!
Dados do Jogo:
Árbitro: Cosme Machado ( Braga)
FC Porto - Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Cissokho; Madrid (Tomás Costa, 60’), Raul Meireles, Lucho; Mariano, Lisandro Lopez (Farías, 78’) e Cristian Rodríguez (Sektioui, 78’).
Naval- Peiser, Carlitos, Paulão, Diego Ângelo, Daniel Cruz (Baradji, 46’), Bruno Lazarani, Godemeche, Hauw (Dudu, 46’), Davide (Bolívia, 72), Marcelinho e Marinho.
Curiosa afirmação do técnico do Atlético Madrid após o embate da Liga dos Campeões…
Pelos vistos estamos a um nível superior ao do Barça e do Real:
“Queríamos intentar llegar al área rival y lo hicimos, pero también hay que valorar al contrario. El Oporto no es el Barcelona ni el Real Madrid. La velocidad que tiene arriba este equipo no la tiene nadie en el fútbol español. Si hubiéramos atacado tanto, el resultado podía haber sido escandaloso.”
O FC Porto mostrou uma vez mais que é mais forte que o Atlético Madrid e que não basta o nome dos jogadores para se vencer partidas.
Ao contrário do esperado o FC Porto entrou bastante tranquilo e fez um jogo absolutamente irrepreensível a nível emocional. O Atlético por seu turno teve maior posse de bola, como era de esperar, no entanto não conseguiu criar situações de golo durante a partida.
Na primeira parte dominio do Atlético com 60% de posse de bola. Na segunda parte o FC Porto foi sem dúvida a única equipa a querer ganhar e arriscou, tendo a equipa da capital espanhola sido salva pelos postes e mais uma vez por um guardião inspirado.
A equipa do FC Porto foi forte, controlando o meio campo e fazendo pressing ao longo do terreno de jogo. As saídas rápidas para o contra ataque de Hulk e de Rodríguez iam pondo os espanhóis em sentido e criando uma ou outra oportunidade.
Após 5 anos estamos de novo nos quartos de final da Champions, estando no restrito grupo de 8 equipas que o conseguiram. É obra!
Dados do Jogo:
FC Porto: Helton, Sapunaru (Tomás Costa, 83), Bruno Alves, Rolando, Cissokho, Fernando, Raul Meireles, Lucho Gonzalez, Cristian Rodriguez, Lisandro Lopez (Ernesto Farias, 93) e Hulk (Mariano Gonzalez, 89).
Atlético de Madrid: Leo Franco, Luis Perea, Pablo Ibañez, Ujfalusi, Antonio Lopez, Paulo Assunção, Raul Garcia (Maniche, 73), Maxi Rodriguez (Diego Forlan, 54), Simão, Sinama Pongolle (De las Cuevas, 79) e Sergio Aguero.
Disciplina: Cartão amarelo para Cristian Rodriguez (26), Hulk (67), Luis Perea (71) e Ujfalusi (76).
Já aqui disse vezes sem conta, está é uma competição para quem pode, não para quem quer. Conseguem perceber a diferença?? Aí porque o Atlético é fraco, porque isto e porque aquilo… Fomos mais fortes e só um azar descomunal e uma injustiça ainda maior nos poderia fazer cair (e para isso já chegou o ano passado!!
Quem ambiente inacreditável durante todo o jogo, mas especialmente nos últimos minutos com todo (até os belhotes que costuma estar nas minhas redondezas se levantaram!).
Agora venha um qualquer… a partir daqui vale tudo!!!
12 a 1? D O Z E a U M?? doze a um? 12 golos sofridos contra um marcado? mas afinal a quantas mãos foram estes oitavos de final? 10? Maior resultado conjunto de sempre na champions em fases pós grupo.
O que vale é que a equipa do sbordem é muito boa e foi jogar a Munique com muitos portugueses…
Hipocrisias à parte, na Europa sou como em Portugal, quero é que o Porto ganhe, o resto para mim é lixo!!
Depois de um fim de semana com uma vitória bem mais tranquila do que qualquer um de nós podia fazer supor, chega-nos o jogo que irá, a meu ver, definir a nossa época. Sendo o Atletico de Madrid um adversário muito dificil (vide resultados pós jogo com o Porto, vitória sobre o Barcelona e empate no Santiago Barnabéu), acho que temos todas as hipóteses de passar.
E porquê?
Porque na Champions jogamos contra adversários que sabem jogar, e que não se fecham, o que dá azo às nossas saídas rápidas para o ataque (era para lhes chamar transicções, mas deixo essas barbaridades para os oradores da bola…);
Porque o Atlético precisa de marcar, e vai deixar espaços atrás para as nossas saídas rápidas;
Porque a nossa equipa, quer queiram admitir ou não, joga melhor sem bola que o Barcelona e o Real Madrid – nós sabemos defender / aguentar a pressão;
Porque, jogando quem eu espero que jogue, vamos ter um trio de ataque completamente virado para as saídas rápidas (Licha, Hulk e Cristián);
Porque estes vão marcar algumas das 10 oportunidades que falharam em Madrid;
Porque os PORTISTAS vão apoiar incondicionalmente a equipa, como sempre, mas desta peço que todos cantem e batam palmas;
Porque o pesetero do assunção vai jogar sem lhe caber um feijão num sitio que eu cá sei;
Porque o Maniche está a fazer-se ao piso para voltar para cá;
Porque o simão é pan… oh oh oh oh, simão é pan… oh oh oh oh..
Porque o Helton já deu prendas que cheguem até ao natal de 2027.
Jesualdo Ferreira, o sexagenário treinador do FC Porto, está prestes a terminar o seu vínculo laboral com os Dragões. Contratado há 3 anos, numa espécie de saque, ao Boavista, depois de uma “boa” época ao serviço do Braga, o Professor, como é conhecido, veio orientar os azuis e brancos. Já desde o primeiro dia que não era um nome consensual entre os adeptos, mas, como aposta carimbada pelo mais-que-creditado presidente Pinto da Costa, os adeptos anuíram.
A sua campanha nos Dragões não está a ser um mar de rosas e já viu algumas vezes os lenços brancos em casa. O futebol da equipa raramente agradou de sobremaneira a massa adepta e foram poucas as vezes em que um jogo do FC Porto encheu os olhos dos adeptos.
Esta época, com uma reciclagem na equipa e com um Lucho de pouco luxo, Jesualdo já perdeu mais de uma dezena de pontos no Estádio do Dragão, e isso é facto que não é apreciado por estas bandas. Para além disto, há opções que continuam a ser muito questionadas pelos adeptos, mas isso sabemos bem que de pouco vale. Jesualdo, ao longo destes três anos, vincou de alguma forma, o seu estilo de jogo ao “sublinhar” tantas e tantas vezes a expressão “Transições Rápidas”, que mais não é do que dizer que joga em contra-ataque, mas de uma forma mais académica, fazendo juz ao seu título de “Professor”. De facto, e a prova deste estilo de jogo, tem sido a relativamente boa campanha europeia que o Professor consegue pois, quando o Porto joga com os grandes, na Champions, consegue ter relativo sucesso,… veja-se o caso do Atlético de Madrid, equipa determinantemente ofensiva e que possibilita ao FC Porto as tais “Transições Rápidas” que deram 2 golos.
É claro que uma equipa deve saber desenvolver com mestria as transições rápidas, mas apanhar o adversário desequilibrado… mas facto é que quando o FC Porto tem que tomar a iniciativa ofensiva do jogo… parece que cai num vazio de ideias. E assim vive debilitado por um Lucho que é sombra de outras épocas, vida da iniciativa e inspiração dos extremos (que este ano parece só haver um: Christian Rodriguez), e da potência e dinamismo de um novo Hulk. Por incrível que pareça, quase que somos tentados a dizer que o FC Porto tem jogo para um consumo externo (até certo nível), mas que para nível interno, vê-se um bocado limitado. Será q é o plantel que não tem recursos suficientes?
Começou-se recentemente a falar sobre o tema da renovação de Jesualdo Ferreira e, a esta pergunta, o Professor escusa-se a falar. Naturalmente este tema trás ao de cima, por entre os adeptos do FC Porto, outras perguntas:
Deve Jesualdo Ferreira continuar como treinador do Porto?
Será que com esta equipa outro treinador faria melhor?
Deve o FCPorto renovar com o Professor Jesuado Ferreira?
Não. Chega de Jesualdo no FCPorto! (51%)
Sim. Ele deve continuar a ser o nosso treinador! (49%)
Com uma casa quase cheia o FC Porto recebia o rival de da capital numa posição claramente de favorito dado que tinha feito uma excelente partida em Madrid frente ao Atlético, em contraponto com o Sporting, que tinha sido goleado em casa.
No entanto o FC Porto não conseguiu nem de perto nem de longe mostrar superioridade, e o clássico acabou por parecer mais um jogo dos distritais, tamanho o número de erros, de faltas e de quezílias ao longo da partida.
Sem dúvida que foi dos piores jogos em termos ofensivos da equipa Portista, que não consegue (e já vem de há vários jogos) criar jogadas de ataque com princípio meio e fim. Como desta vez nenhum dos seus jogadores conseguiu tirar um “coelho da cartola” ficámos resignados com um nulo e pior do que isso, com a equipa Portista a não conseguir criar UMA ÚNICA situação de golo durante os 90m, o que é deprimente.
Do outro lado tínhamos um Sporting também moribundo, mas que mesmo assim ainda conseguiu enviar uma bola á barra e ter mais uma hipótese de golo.
No FC Porto apenas a salientar dentro da medíocridade que foi o jogo a exibição de Rodríguez, o único Dragão que mostrou vontade e soluções para querer vencer o jogo, porque de resto a apatia e a falta de classe tomou conta dos jogadores portistas.
Uma lástima de um clássico…
Dados do Jogo:
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)
F.C. Porto:Helton; Pedro Emanuel, Rolando, Bruno Alves e Cissokho (T. Costa, 72´); Lucho (Farías, 83´), Fernando e Raul Meireles; Hulk, Lisandro (Sektioui, 89´) e Rodríguez.
Sbordem:Tiago; Pedro Silva, Daniel Carriço, Polga e Grimi (Caneira, 29´); Pereirinha, Rochemback (Adrien Silva, 83´), João Moutinho e Izmailov (Yannick, 69´); Derlei e Liedson
Disciplina:cartão amarelo a Polga (35m), Derlei (35m), Rolando (47m), Rochemback (62m), Tomás Costa (81m), Rodríguez (90m) e Tiago (90m)