FC Porto 2 vs Atletico Madrid 0

Foi o regresso das noites europeias ao Dragão, logo com um adversário com o peso do Atlético Madrid. Finalmente, e apenas ao terceiro jogo, conseguímos vencer a equipa espanhola, depois de na época passada termos sido superiores nos dois jogos e não termos conseguido vencer.
À partida para este desafio, o FCPorto estava desfalcado de algumas peças importantes: o omnipresente Fernando, que apesar de considerar não estar ainda no auge da sua forma é sempre insubstituível: Varela ou Rodriguez, alas de raiz para dar amplitude e rapidez ao ataque do Dragão. Entraram para os seus lugares um esforçado Tomaz Costa, para o meio-campo defensivo, e o habitual menino-bem-comportado, Mariano Gonzalez para a ala. Para além do mais, a história não abonava os portugueses nestes confrontos futebolísticos Luso-Castelhanos.
Mas rompendo com a história, hoje o enguiço foi quebrado novamente por um mais que eficiente Falcao, que concluiu com classe uma oportuna assistência de Hulk, corria o minuto 75´. Até aí o jogo foi fraco. O Atlético defendeu muito e bem, não dando espaço para o FC Porto criar oportunidades. Hulk criava desiquilíbrios pela direita, com Perea a ser muitas vezes ultrapassado pelo brasileiro, e também o voluntarioso Mariano a tentar a sua sorte perante Ujfalusi. No entanto as bolas não chegavam a Falcão e o jogo prosseguia enfadonho e sem grandes motivos de interesse. O FC Porto parecia jogar a medo, sem agressividade defensiva e sobretudo ofensiva. O desdobramento da defesa para o ataque era insípido, e viviamos quase à sombra da inspiração de Hulk. Até ao intervalo o empate assentava bem no placard.
Na segunda parte o FC Porto tenta pressionar e Jesualdo vence o jogo com uma substituição. Ao trocar Tomás Costa (que substituiu Fernando) por Guarin, o treinador portista deu vivacidade à sua equipa e soltou mais Raul Meireles e o próprio Belluschi vestiu outro fato de trabalho. A partir daí o FC Porto carregou e chegou ao já falado golo de Falcão, um golo de calcanhar a lembrar das nossas maiores alegrias de outrora.
A partir daí o Atlético abriu e o FC Porto aproveitou, dilatando o resultado. Num cabeceamento de Bruno Alves ao poste, surgiu Rolando que sozinho apenas teve de empurrar na recarga. Era o melhor período do FC Porto, que podia até dilatado a vantagem por intermédio de Falcão com uma cabeçada ao corpo do “portero” espanhol.
Foram 20 bons minutos em 90 outros que raramente foram entusiasmantes.
Uma nota de destaque para Fucile, que na minha opinião foi o homem do jogo. Correu km e foi gigante a defender, tendo secado por completo Simão (muito assobiado) e mesmo Diego Forlán. Um grande jogo do Uruguaio.
Outra nota para o Pesetero Assunção que teve mais uma vez a recepção que merece.
Assumimos o segundo lugar do grupo e para próxima jornada recebemos os Cipriotas do Apoel num jogo de extrema importância para os Dragões. Só a vitória interessa. Força FC PORTO!
Dados do Jogo:
Árbitro:Nicola Rizzoli (Itália)
FC Porto:Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Tomás Costa (Guarin, 67), Raul Meireles, Belluschi, Mariano (Valeri, 91), Hulk e Falcao (Farias, 88).
Atlético de Madrid:Roberto (David De Gea, 25), Ujfalusi, Pablo Ibánez, Juanito, Perea, Paulo Assunção, Cléber, Jurado (Reyes, 79), Simão (Maxi Rodriguez, 70), Aguero e Forlán.
Disciplina:Amarelos a Paulo Assunção (36) e Perea (48).
Golos: 1-0, Falcao, aos 75′; 2-0, por Rolando, aos 82′.





