Estádio Dragão

Estádio Dragão Mobile

October 29th, 2009

Nem sempre conseguimos manter o blog actualizado para muita pena nossa, visto que todos nós que escrevemos neste blogue, temos os nossos compromissos profissionais e o blog nunca deixou de ser um hobbie.

No entanto, e porque sabemos que sempre vamos tendo meia dúzia de pessoas que vão lendo o que para aqui vamos escrevendo, temos tentado manter o blog o mais actualizado possível.

Assim sendo, venho anunciar uma nova modalidade de consulta do blog: via Mobile. . A qualidade é um pouco inferior, mas quem sabe um dia destes teremos conhecimentos para a melhorar…

Em qualquer lado, e através do vosso telefone, poderão ver os últimos posts publicados e estar a par do que por aqui se diz.

O endereço é o mesmo: www.estadiodragao.com

Apareçam e comentem as nossas notícias!

Obrigado.

Fraco… muito fraco!

October 26th, 2009

FC Porto 3 vs Académica Coimbra 2

Domingo, 25 de Outubro de 2009. Jogo com a Académica de Coimbra, numa noite fria de Outuno. O primeiro jogo em que por ligeiros segundos “adormeci” nas bancadas do Dragão. Fica registado a efeméride!

Depois de um fraco jogo contra o Apoel de Nicosia, na 3ª jornada da Champions League, Jesualdo Ferreira prometia durante a semana, francas melhorias na equipa a curto prazo. Uma coisa é certa: ontem não se viu miragem dessa melhoria e dessa equipa.

Contra uma Académica bem organizada com o objectivo de tapar os caminhos para a sua baliza, irritar o Dragão e aproveitar o contra-ataque, o FC Porto voltou a mostrar as suas debilidades ofensivas, sobretudo de transição meio-campo/ataque, e na criatividade ofensiva. Ainda sem Varela, fisicamente indisponível, e com um Rodriguez ainda à procura da melhor forma e ritmo, o ataque do FC Porto completava-se com Hulk e Falcao, ontem ambos relativamente distantes do jogo. No meio campo, sem Belluschi ou Valeri, com um Raul Meireles que persiste em não assumir o comando do meio-campo e o peso da camisola nº3, Mariano Gonzalez foi, mais uma vez, a aposta de Jesualdo para completar o tridente do meio-campo.

Foi anestésico o jogo do FC Porto durante toda a primeira parte. Sem capacidade de criar espaços (eu que se estava lá o autocarro mas, mesmo contra ele é preciso saber jogar), sem capacidade de rematar à baliza, a estatística do jogo foi-se criando à volta dos zero remates, ora para uma, ora para outra equipa. À apatia do meio-campo, ia tentando Jesualdo, dar algum dinamismo, trocando amiude, Mariano por Rodriguez, no sentido de dar velocidade e criatividade ao miolo, como aconteceu, e bem contra o Apoel. Mas ora por falta de forma de Rodriguez quer pelo estilo de jogo abnegado da Académica, de nada serviam essas alterações.

Ao intervalo, 0-0, tudo na mesma. O momento do jogo viveu-sefindos osprimeiros 10m da 2ªparte, quando Jesualdo faz sair, para espanto dos30.000 adeptos do FC Porto que estavam nas bancadas, Cristian Rodriguez para entrar Farias, ao invés defazer sair o mal-amado Mariano Gonzalez, que tão bem combina o bom com o péssimo. E, ironia do destino e a rir se deve estar ainda Jesualdo, foi Mariano quem abriu o marcador com uma cabeçada deslocada na sequência de um canto. E foi ainda o mesmo Mariano que sabiamente isolou com um centro Ernesto Farias para este fazer o 1º de2 golos que iria marcar.

E, assim, em 30 minutos finais, se construiu o resultado com que terminou o jogo: uns surpreendentes 3-2, com a vitória a sorrir aos da casa. Mas surgem logo algumas perguntas, que ficam sem grande resposta: como é que o FC Porto conseguiu marcar 3 golos, face a tão apática e apagada primeira parte, e como é que o FC Porto sofreu 2 golos, assim do nada.

Estranhamente, e tal como eu hoje, também ontem a equipa do FC Porto parecia adormecida com o sindrome de 2ª feira de manhã!

 

Dados do Jogo:

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)

FC Porto: Helton, Fucile (Sapunaru, 04), Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles (Guarin, 69), Mariano Gonzalez, Hulk, Cristian Rodriguez (Ernesto Farias, 58) e Falcao.

Académica: Rui Nereu, Pedrinho, Berger, Orlando, Emídio Rafael, Nuno Coelho (Éder, 71), Cris, Tiero (Diogo Gomes, 84), Sougou, Lito (Miguel Pedro, 66) e João Ribeiro.

Disciplina: Cartão amarelo para Bruno Alves (66), Nuno Coelho (71) e Berger (87).

Golos: 1-0, por Mariano González, aos 66’; 2-0, por Farías, aos 68’; 2-1, por Miguel Pedro, aos 76’; 3-1, por Farías, aos 82’; 3-2, por Sougou, aos 92’.

Andebol: FC Porto vence Lampiões!

October 26th, 2009

O FC Porto, campeão em título em Andebol, venceu hoje no Dragão Caixa os Lampiões, num jogo intenso e muito bem disputado.

Os lampiões estiveram a maior parte do jogo em vantagem, no entanto, e fruto de uma série de excelentes intervenções de Hugo Laurentino, a equipa do FC Porto deu a volta ao marcador posicionando-se na frente a 10m do final do jogo.

Até ao final a equipa Portista teve a destreza de manter o jogo controlado, acabando por vencer os rivais por 27 – 25.

Uma nota positiva para o ambiente vivido no Dragão Caixa, onde o público quase encheu o pavilhão e apoiou intensamente a equipa nesta difícil vitória.

Análise Contas FCP, SAD

October 22nd, 2009

Numa primeira análise gostaríamos de assinalar a especificidade da indústria desportiva (no caso o futebol) e o distanciamento existente entre a análise operacional (desportiva) e análise económico-financeira que comummente se estabelece.

Assim sendo, o output financeiro deveria reflectir e avaliar a perfomance da gestão operativa, desportiva, de ditas sociedades. No entanto, o mundo do futebol é (por vezes) irracional não se reflectindo, muitas vezes, nos resultados (financeiros) os resultados desportivos e, consequentemente, distorcendo o seu valor real (justo) nos mercados financeiros.

Como modo de finalizar esta introdução, cabe também descrever que as contas anuais de uma sociedade (e principalmente o balanço de uma empresa) reflecte uma situação não evolutiva, ou seja, representa uma análise num determinado momento, uma fotografia da situação patrimonial da sociedade e não um filme, e que por critérios contabilisticamente aceites os valores de activos contabilizados são valorados a custo de aquisição e não a valores de mercado, o que por sua vez distorce a análise do balanço de uma empresa e inflaciona as mais-valias contabilísticas na venda de activos (que acontece como iremos analisar nas sociedades desportivas na venda dos direitos desportivos dos jogadores).

  • Evolução Volume de Negócios

  • Proveitos de transacções de jogadores: 41,5M€ de mais valias líquidas que resultam de transferências (ao valor da venda têm que ser subtraídos os custos inerentes a cada negócio e o valor líquido contabilístico dos respectivos direitos desportivos), principalmente:
    • Quaresma para o Inter de Milão, por 24,6M€
    • Lucho para o Marselha, por 18M€
    • Paulo Machado para o Toulouse, por 3,5M€.

De salientar a relevância do peso dos proveitos com transacções de jogadores no total de proveitos.

  • Custos Operacionais
  • Analisando a evolução das rubricas de custos operacionais cabe destacar o peso dos custos com o pessoal na estrutura global de custos da FC Porto SAD.
    • A FC Porto SAD despendeu em custos com pessoal na época de 2008/09 47,5 M€.
    • A rubrica Custos com Pessoal representa cerca de 65% do total de custos operacionais.

Estes representam 70% do total dos proveitos (excluindo transacções de jogadores), no limite do recomendado pelos órgãos competentes da UEFA.

Incremento da massa salarial da época de 2008-09 em relação à época anterior de 8,8M€, 22,7%.

O FC Porto mantêm a sua politica de investimento, valorização e venda de jogadores, modelo este que continua a ser o principal suporte das contas do clube, que no entanto repercute um maior risco de negócio com a consequente aumento da massa salarial ao ter que reter as principais peças do plantel (note-se neste caso o efeito da lei Webster).

Prevê-se uma diminuição da rubrica de custos com pessoal para a presente temporada devido às saídas de jogadores que tinham uma representatividade significativa na massa salarial do plantel, como Lucho e Lisandro.

  • EBITDA e Resultados Líquidos

O EBITDA da sociedade FC Porto SAD, ou seja os resultados antes de impostos, resultados finaceiros, amortizações e provisões, ascendeu, no período findo em Junho de 2009, a 38,1 M€, o que representa um incremento de 14,1%.

A margem de EBITDA situou-se em 35,2% do Volume de Negócios.

Este incremento no EBITDA, ou seja os meios operacionais libertos pela sociedade no período permitem financiar novos activos adquiridos assim como amortizar divida contraída junto de entidades bancárias e deste modo diminuir os juros incorridos nos exercícios futuros.

Como resultado de resultados financeiros negativos e das amortizações (principalmente amortização dos passes de jogadores) incorridas no exercício o Resultado Liquido do Exercício alcançou o montante de 5,1M€.

Neste capítulo cabe realçar o incremento dos custos financeiros em 42,7% devido ao incremento da dívida bancária.

  • Situação Patrimonial

Os Capitais Próprios da sociedade aumentaram devido a retenção dos Resultados Líquidos alcançados no exercício. Foram registados Capitais Próprios a Junho de 2009 no montante de 22,8 M€, encontrando-se actualmente por debaixo dos 50% do capital social. No Relatório e Contas da sociedade são referidas algumas abordagens / opções para colmatar este tema:

  • Redução do capital social.
  • Realização pelos sócios de entradas para reforço da cobertura do capital.

A dívida financeira líquida do Grupo aumentou em 7,6% como resultado do investimento efectuado no período no reforço do plantel.

O rácio de Net Debt EBITDA significa quantas vezes ou em quantos anos é que o Cash Flow económico (EBITDA) do exercício paga / amortiza a dívida financeira líquida da empresa.

Fazendo um comparativo com contas de sociedades desportivas nacionais publicadas recentemente e utilizando o exemplo da Sporting SAD (o SLB ainda não publicou o Relatório e Contas na CMVM). Desta comparativa, ressalta o facto de apesar da dívida financeira líquida da FC Porto SAD ser superior á da Sporting SAD o Cash Flow económico liberto pela sociedade portista permite ter uma estrutura financeira mais equilibrada para cumprir com os seus compromissos de financiamento.

  • Nossas Conclusões e Alternativas Estratégicas

A época de 2008/09 foi, uma vez mais uma época de sucesso, sucesso no campo desportivo, com a conquista do Tetracampeonato, incluindo dobradinha e o alcance dos quartos de final com o campeão europeu então em título. Sucesso no subsequente na vertente económico-financeira, com a  valorização de activos decorrente da exposição mediática na prova Champions League, mais valias mediante a venda de activos importantes como Lucho e Quaresma.

Saliente-se, também a vertente de formação e educacional com a consolidação do programa estratégico Dragon Force, que se espera, consiga potenciar (ainda mais) o modelo de negócio preconizada pela sociedade desportiva.

Como referido no Relatório e Contas da FC Porto SAD, estima-se que no próximo exercício a sociedade consiga gerar resultados positivos, devido ao aligeiramento dos valores correspondentes a salários, assim como a contabilização das mais valia da venda de activos relevantes como são a venda de Lisandro Lopez e Cissoko ao Lyon.

Também referido no Relatório e Contas, em Dezembro de 2009 vencerá o empréstimo obrigacionista da sociedade no valor de aproximadamente 15M€. Segundo o mesmo, “a sociedade tem já preparada uma operação financeira para reestruturação desse passivo de forma a assentar uma parte significativa da sua dívida no longo prazo.”

Neste seguimento, comentar também a necessidade do refinanciamento do passivo a curto prazo do Grupo de modo a flexibilizar a estrutura de financiamento dos activos da sociedade.

Pensamos também que o Management da sociedade deverá procurar outras alternativas na tentativa de obter uma maior estabilidade dos seus Cash Flows, através da diversificação dos seus negócios, nomeadamente para países em que exista uma maior proximidade cultural, tal como os países africanos, e aproveitar o investimento, quiçá, o investimento em infra-estruturas desportivas que se fará no Brasil e tentar acoplar estes mercados com a marca reconhecida que significa o nosso grande clube FCPorto.

FC Porto 2 vs Apoel 1

October 22nd, 2009

Ontem, dia 21 de Outubro, viveu-se mais uma noite europeia no Estádio do Dragão. Jogou-se a 3ªjornada do grupo da Champions League, e os estreantes do Apoel Nicosia, defrontavam o FC Porto que estava desfalcado de algumas unidades importantes a meio-campo, para além de Varela.

Noite chuvosa e a ameaçar fria, acabou com um bom resultado no marcador, 3 pontos somados na corrida para os oitavos de final, mais uns milhões nos cofres do clube e… a certeza de que Mariano Gonzalez não joga na próxima jornada da Champions! Sou, normalmente, uma pessoa tolerante e compreensiva, mas ontem, tendo que dar o braço a torcer a tantas pessoas, houve menos Mariano demais para compreender a opção de Jesualdo Ferreira. Mas vamos por partes.

O Professor montou a sua equipa adicionando Mariano Gonzalez ao miolo, deixando o tridente de ataque a Falcao, Hulk e Rodriguez. Mariano Gonzalez é um jogador voluntarioso, tacticamente disciplinado, que lhe dava algumas garantias. O Apoel, ainda que sendo uma equipa estreante na Champions League, merecia respeito. No fim do jogo viu-se que, merecendo todo o respeito que qualquer equipa merece, o Apoel fica a milhas da qualidade do FC Porto, e o FC Porto teria obrigação de o mostrar em campo, mas não o fez com determinação.

Durante toda a primeira parte, o jogo foi dominado e controlado pelos Dragões, e o Apoel a espaço lá pegava na bola e tentava desenhar uns ataques, infrutíferos. Mas o FC Porto também não era avassalador, e emperrava nos momentos de transição meio-campo/ataque. Mariano, no meio-campo, emperrava muito o jogo, e perdia muitas bolas, quer por mau domínio de bola, quer por passes errados. Ainda assim, e face a tão frágil equipa, o FC Porto criou algumas boas oportunidades de golo, e rematou bastante de fora, tentanto bem a sua sorte. Surpreendentemente, quando a estatística do jogo mostrava 8 remates à baliza do FC Porto e ZERO do Apoel, na sequência de uma falta desnecessário de Mariano no corredor defensivo direito, o Apoel marcou um golo num lance rápido de reposição de bola em jogo, e alguma falta de determinação da defesa do FC Porto em aliviar a bola. O FC Porto não desarmou, ainda que naturalmente tenha abaldo um pouco com o golo, e, na sequência de um erro da defesa cipriota, uma excelente combinação Hulk/Falcao, deu o golo do empate ao “incrível”, repondo a total justiça no marcador. E assim se chegou ao intervalo.

Tal como eu previra, não foi ao intervalo que o “Professor” tirou em campo a unidade que apenas lá estava para fazer número: Mariano. Em vez disso, e há que dizê-lo que resultou bem, colocou Mariano Gonzalez no corredor e puxou Cristian Rodriguez para o meio campo. E a partir desse momento, o FC Porto passou a ser muito mais rápido nas transições e a criar muitos mais desequilíbrios. Até Mariano começou a fazer menos asneira e, ao invés, a ser um elemento positivo no esquema. Sem surpresa, o FC Porto, fruto de uma mão na área de um defesa cipriota, chega ao 2-1 de Penalty, novamente por Hulk.

Eis senão quando, o Professor borra a pintura naquela que tinha sido a sua boa decisão ao intervalo. Faz sair Cristian Rodriguez, que estava a desempenhar as funções de nº10 no miolo, e mete Guarin. (só o desculpo se tiver sido por motivos físicos do Cristian). Rapidamente o jogo do FC Porto estagnou, ainda para mais com um Raul Meireles também em baixo da sua “boa” forma, e pior ficou quando Mariano Gonzalez, sem grande motivo, faz uma agressão a um adversário que lhe valeu o cartão vermelho directo.

Ao contrário do que o Professor disse na sua entrevista, não foi a partir deste momento que o FC Porto emperrou, mas sim a partir da sua “estúpida” substituição. (desculpem o desabafo!)

Mas claro que com 10 jogadores, e sem alguém para ajudar na transicção rápida pelo meio-campo (já que Guarin é lento e Raul Meireles também o está a ser), o jogo do FC Porto esmoreceu. Via-se mais Fucile (mais uma vez um excelente jogo) e Álvaro Pereira a aproveitar os corredores para a transicção para o ataque, do que os homens do meio-campo a criarem dinamismos de transicção. Até ao final do jogo, quer se queira quer não, e por incrível que pareça face a tão frágil equipa, o FC Porto sofreu, tendo Helton, inclusivé, levado um cartão amarelo por demora intencional na reposição de bola em jogo, atitude típica de equipas menores que se vêm em vantagem face a equipas grandes.

Esperemos, tal como o disse o “Professor”, que este jogo sirva para aprender com os erros, dos jogadores e dele. Infelizmente, sou levado a concluir, tal como outros milhares de adeptos do FC Porto, que do jogo, para além da vitória, dos milhões e dos pontos, veio outra coisa boa: estamos certos que o Professor não pode insistir no “seu” Mariano em Nicosia!

 

Dados do Jogo:

FC Porto: Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Raul Meireles (Sapunaru, 93), Mariano González, Rodriguez (Guarin, 70), Hulk e Falcao (Farias, 87.

APOEL: Chiotis, Satsias (Papathanasiou, 78), Broerse, Grncarov, Elia, Nuno Morais, Michail (Alexandrou, 60), Charalambides, Kosowski (Breska, 38), Hélio Pinto e Mirosavljevic.

Disciplina: Cartão amarelo para Satsias (23), Grncarov (37), Breska (57), Broerse (83) e Helton (92). Cartão vermelho directo para Mariano (74).

Golos: Álvaro Pereira, aos 22’ (p.b.); Hulk, aos 33’ e Hulk, aos 48’ (g.p.).

Jorge Costa no FCP? Um dia…

October 5th, 2009

Olhanense 0 vs FC Porto 3

October 5th, 2009

Mais uma vitória do FC Porto rumo ao Penta, desta feita a sul do país no reduto do Olhanense, tendo o resultado espelhado bem a supremacia evidenciada pelos Dragões.

Na primeira parte o FC Porto entrou decidido a resolver cedo o encontro, no entanto o Olhanense mostrou-se uma equipa aberta e a jogar de olhos nos olhos com os Dragões. O primeiro golo de Falcao surge numa jogada de insistência do ataque portista, com Belluschi a colocar a bola num Falcao matador. El Tigre mostrou uma vez mais os seus dotes de goleador e Belluschi mostrou a sua qualidade nas assistências feitas.

Depois do golo o FC Porto continuou a pressionar, com o colombiano a estar perto de marcar outra vez noutro belo lance de cabeça, mais tarde seria  Éder desviou a bola para o poste da própria baliza (27’) e Hulk mostrou que é melhor a desequilibrar do que a finalizar, falhando um lance escândaloso em frente ao guardião de Olhão. O segundo golo portista só apareceu perto do intervalo, outra vez no jogo aéreo. Num livre estudado, Belluschi mostrou como se faz um cruzamento e Bruno Alves bateu Bruno Veríssimo.

Já na segunda parte a equipa de Olhão entra com uma postura ofensiva e disposto a discutir o resultado. Muito mérito de Jorge Costa que se mostra um treinador à imagem daquilo que nos habituou como capitão do nosso clube: com garra e determinação, sem nunca esmorecer. Nota positiva também para Rabiola, Castro e Ukra, jogadores contratualmente ligados aos Dragões e que mostraram qualidades suficientes para na próxima época equiparem de azul e branco.

Depois de 30 minutos em que o Olhanense dominou o encontro e correu atrás do prejuízo, o FC Porto aproveitou o contra-ataque. Sucederam-se oportunidades, mas Falcao foi o único a marcar, após uma assistência de Hulk, que anteriormente tinha enviado duas bolas ao poste.

O resultado acaba por ser positivo, apesar de o FC Porto ter tido várias oportunidades para dilatar.

 

 

Dados do Jogo:

Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)

Olhanense – Bruno Veríssimo; Miguel Garcia, Sandro, Éder Baiano, Carlos Fernandes; Rui Baião (Guga, 46’), Castro, Rui Duarte; Ukra, Rabiola (Zequinha, 82’), Toy (Greg, 46’).

FC Porto – Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira; Fernando, Belluschi (Tomás Costa, 78’), Raul Meireles (Valeri, 88’); Mariano González (Guarín, 57’), Hulk, Falcao.

Disciplina: Amarelos – Álvaro Pereira (38’), Rui Duarte (53’), Guga (68’) e Guarín (68’).

Golos: 0-1, por Falcao, aos 14’; 0-2, por Bruno Alves, aos 45’; 0-3, por Falcao, aos 86’.


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