Estádio Dragão

Pinto da Costa igual a si próprio

December 29th, 2009

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, afirmou hoje, em alusão os reforços de Inverno para as equipas de futebol de Benfica e Sporting, que “não há petróleo no Porto” e que Jesualdo Ferreira “não pediu jogadores”.

“Ontem [segunda-feira], li num jornal uma crónica que terminava a dizer que se calhar havia petróleo em Lisboa. No Porto não há e portanto temos de ser realistas e ter aquilo que podemos ter. Posso garantir que o treinador não me pediu nenhum jogador a mais daqueles que tem e eu considero que ele está correcto porque temos um excelente plantel”, disse Pinto da Costa, à margem do almoço com as equipas seniores de natação do FC Porto.

O presidente portista reforçou a ideia de que os ‘dragões’ não necessitam de ir ao mercado de Inverno, considerando que o plantel dá garantias para os objectivos traçados.

“Se o treinador entende que não necessita de jogadores, vou contratar jogadores para quem, para mim?”, questionou. “Ele está contente com o plantel e eu também, para quê contratar jogadores? Aqui não há petróleo”, vincou, para depois revelar que “ao FC Porto não chegou absolutamente nenhuma proposta” para a saída de qualquer atleta da equipa principal.

Pinto da Costa prefere destacar o regresso à competição de Orlando Sá – lesionado desde a época passada – e de outros jogadores que não estiveram no máximo das suas potencialidades e que podem vir a ser mais valias para a equipa.

“Espero que o Orlando Sá seja um bom reforço de Inverno, como outros jogadores com muito potencial que ainda não apareceram este ano e que podem ser uma mais-valia na equipa”, declarou.

Quanto ao castigo que Hulk e Sapunaru podem sofrer depois das agressões no túnel do Estádio da Luz, após o embate com o Benfica, Pinto da Costa escusou-se a fazer qualquer comentário. “Não me quero pronunciar sobre essa justiça”, finalizou.

in Público.pt

Boas Festas Azuis & Brancas

December 23rd, 2009

Benfica “à Porto”!

December 21st, 2009

Longe vão os tempos em que o Estádio da Luz enchia-se nervoso para assistir à entrada dos Dragões Azuis e Brancos para lá jogar futebol. Os tempos em que o 11 do FCPorto se impunha sem medo, com raça e determinação, na casa do rival vermelho. Aquela atitude de “gajos do Norte” que até comiam a relva, se fosse preciso, para ganhar uma bola. Uma pressão constante que trazia resultados.

Ontem, foram os donos da casa que, com personalidade, atitude, raça e também ORGANIZAÇÃO, se impuseram no relvado e subjogaram o FCPorto, que foi impotente para sequer esboçar um contra-golpe para se superiorizar ao Benfica.

O Benfica tem um modelo de jogo bem definido, tem organização e intenção ofensiva. Constroi jogo. Opta claramente na ofensiva pelo meio do terreno, usando passes de rotura e o Cardoso de costas para a baliza a triangular. É um ataque muito dinâmico, que não pára, e que tem consequências físicas nos jogadores, como se notou na 2ªparte. O FCPorto insistia nas “transições rápidas”, vulgo, Contra-Ataque, facilmente anuladas quer pela pressão alta do Benfica, quer pela raça defensiva. O meio-campo do FCPorto foi presa demasiado fácil para o meio-campo do Benfica. Raul Meireles a sua própria sombra. Fernando, encostado às cordas quase a jogar como 3ºcentral. Em termos ofensivos, o FCPorto insistia nos passes longos, tantas vezes falhados, para as infrutíferas tentativas dos alas fazerem alguma coisa.

Não admito que alguém diga que o FCPorto na 2ªparte equilibrou as operações. Em parte poderá ser verdade, equilibrou em posse de bola… mas sempre controlado pelo Benfica. As estatísticas não mentem. O Benfica teve uma dúzia de remates à baliza de Helton. O FCPorto rematou 3 vezes durante os 90 minutos. Isto denota falta de organização ofensiva e de soluções para a ultima finalização. Demonstra também organização defensiva do Benfica. Não deixemos de dizer o que nos custa. O Benfica foi superior. O Benfica mereceu ganhar.

Interessa, mais que tudo, aprender e tirar ilações para o futuro. O que custa é que este ano, ao que parece, estamos sempre a “ter que aprender”.

Qual o adversário que prefere?

December 10th, 2009

Depois de terminada a fase de grupos da Champions League, o FC Porto já conhece o lote dos possíveis adversários nos Oitavos de Final da Champions League.

O lote de equipas conta com os colossos Real Madrid, Barcelona e Manchester United, no entanto qualquer um dos adversários vai ser certamente muitíssimo complicado. Aqui estão apenas os melhores dos melhores da Europa.

Aqui fica a nossa pergunta:

Quem deverá ser o Treinador do FC Porto na próxima época?

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Atletico Madrid 0 vs FC Porto 3

December 8th, 2009

O FC Porto conseguiu hoje uma vitória fantástica em Madrid, vencendo a última partida da fase de grupos da Champions League, e conseguindo a maior vitória de um visitante no Vicente Calderón para as competições europeias.

Na antevisão deste jogo o Professor Jesualdo tinha dito que a equipa do FC Porto não vinha a Madrid para perder, e que não iria entrar em facilitismos como antevia o técnico do Atlético Quique Flores. A verdade é que o FC Porto desde cedo mostrou o porquê de o leque das estrelas de Madrid não amedrontarem os Dragões e deu um banho táctico de futebol.

O FC Porto entrou da melhor maneira possível, visto que logo aos 2`m de jogo fazia o primeiro golo do jogo, numa cabeçada colossal de Bruno Alves. Depois do golo, o FC Porto não baixou de intensidade e o seu meio campo formado por Meireles, Fernando e a surpresa Valeri foi sempre superior e dominante ao meio campo adversário. Logo aos 15´m o FC Porto aumentava a contagem. Investida de Fucile (o jogador do FC Porto em melhor forma) pela direita, com o Uruguaio a fazer um remate e perante a má defesa do guardião espanhol, Falcao surge oportuno a fazer o golo.

Até ao intervalo o Atlético procurou o golo, mas Helton esteve sempre intrañsponível e o FC Porto soube suster o ímpeto ofensivo dos colchoneros.

Na segunda parte o FC Porto entrou de novo a segurar bem o jogo, mantendo a posse de bola, o que de facto não tem acontecido no campeonato. Aos 59´m os Dragões têm o infortúnio de perder Maicon por lesão (uma entorse grave) que até aí se tinha mostrado a bom nível. Para o seu lugar entrou Sapunaru. O FC Porto não perdeu ritmo e a substituição de Valeri (que esteve bastante bem) por Guarín veio dar maior força ao meio campo Portista. Alias Guarin esteve em excelente plano, primeiro ao oferecer o terceiro golo a Hulk, numa bomba incrível do Brasileiro. depois ofereceu o quarto golo a Rodriguez, no entanto o Uruguaio não foi eficaz a finalizar.

Até ao final o FC Porto controlou eficazmente e dominou, com os “Olés” bem portugueses a serem bem audíveis e os adeptos espanhóis a deixarem o estádio, vergados pela humilhação da derrota e de uma paupérrima exibição, muito por culpa dos Dragões.

O FC Porto somou mais uns milhares de Euros, mas ganhou sobretudo ânimo e confiança para os importantes confrontos que aí se avizinham.

Valeri ou mercado?

December 4th, 2009

Artigo interessante sobre o momento de forma do FC POrto, o futuro de Valeri e a necessidade de reforços:

Jesualdo Ferreira aproveitou a conferência de imprensa de lançamento do FC Porto-Guimarães de hoje para dar uma palestra táctica que poderia, em boa parte, fazer parte de um compêndio de futebol. Entre as frases com conteúdo, houve principalmente uma que deve ser registada com atenção: “As grandes equipas são as que conseguem diminuir o tempo de transição – um segundo a mais ou a menos permite ou não chegar ao golo. Nesta altura, o FC Porto não está tão forte nas transições”.

Pode questionar-se o ponto de partida da visão de Jesualdo – e isso é principalmente verdade para os que preferem ver uma equipa moldada mais pela organização do que pela transição. O que não se pode é desvalorizar a lógica da explicação do técnico, que há muito defende as virtudes do modelo de jogo em que sustenta a estratégia primordial das suas equipas.

De uma penada, Jesualdo fez o diagnóstico do padecimento que nos últimos tempos mais condicionou o rendimento da sua equipa e que, por arrastamento, esteve também relacionado com os seus problemas de eficácia concretizadora – embora aqui se possa acrescentar o sub-rendimento de certas unidades, como Falcao. É que, muitas das vezes, até a falta de eficácia no posicionamento defensivo acaba por reflectir-se no desen-volvimento das jogadas ofensivas.

Talvez isso ajude a perceber, por exemplo, a razão por que Jesualdo deixou Rolando no “banco” e preferiu estrear Maicon frente ao Rio Ave. Rolando cometeu um autogolo perante o Marítimo e errou em termos posicionais no golo do Chelsea. Mas na sua saída da equipa terá pesado algo mais para além da infelicidade e dos erros individuais. Rolando é um bom jogador, mas não é um sobredotado. E a sua qualidade de jogo baixou alguns furos em resultado da sua chamada à selecção (onde não jogou, ficando assim demasiado tempo afastado da competição e dos treinos portistas). Num efeito de contágio e também de dependência, acabou igualmente afectado pelo facto de Bruno Alves não andar a funcionar ultimamente como a muleta perfeita, eventualmente por o capitão portista ter acusado o falhanço da sua tão propalada transferência para o estrangeiro. Rolando deve regressar hoje como titular, depois de um período que terá sido aproveitado para corrigir os erros, situação que poderá ser alargada a outros companheiros de equipa.

Mas os problemas que os portistas viveram nos tempos mais recentes passaram também pela deficiente produção do seu meio-campo. Num jogo, os 22 jogadores distribuem-se normalmente por cerca de sete mil metros quadrados, mas é naquela zona central que é necessária uma ocupação mais inteligente dos espaços. Isso tem a ver com a habitual densidade defensiva do adversário e com a necessidade de encontrar o balanço ofensivo adequado, algo sempre importante, mas absolutamente primordial quando a estratégia assenta em transições ofensivas rápidas.

Era provavelmente a isso que se referia Jesualdo quando disse ainda que “a pior coisa que pode acontecer a uma equipa quando está a defender é ganhar a bola e falhar o primeiro passe”. Ora, é exactamente o que tem acontecido, com uma frequência incomum, ao FC Porto. Tanta falta de afinação, já se sabe, reflecte as várias lesões que afectaram a equipa, a participação e o desgaste inerentes às chamadas às selecções, mas também o sentido de orfandade que passou a afligir a equipa desde que Lucho preferiu partir para Marselha.

Sem o argentino, o FC Porto manteve o sistema (disposição dos jogadores, ou seja o desenho), mas o seu modelo (conjunto de princípios de comportamentos que definem a organização e dão identidade à equipa) ficou algo abalado. E isso é evidente por muito que se valorize o rendimento e a qualidade de Belluschi, que tem acções verdadeiramente desequilibrantes no ataque, mas que não entende os princípios básicos da estratégia ofensiva e, pior ainda, com os seus posicionamentos erráticos contribui para a desestabilização defensiva da equipa.

Como as restantes alternativas já testadas também não garantiram a necessária complementaridade ao triângulo formado ainda por Fernando e Raul Meireles, ao FC Porto só parece restar uma de três soluções: mudar o sistema táctico, exponenciar a muita qualidade que eu acredito ter Valeri ou ir ao mercado em Janeiro.

A primeira hipótese só faz sentido na cabeça de quem não conhece Jesualdo. Pragmático e estudioso como é, há muito que ele concluiu que as virtudes do 4×3x3 e das transições rápidas não só são mais adequadas ao plantel disponível, mas também as opções que, na sua opinião, garantem melhores resultados. Podem até argumentar-lhe que Belluschi já funcionou bem num esquema em que, ao serviço do River Plate, jogava nas costas precisamente de Farías e Falcao. Porque Jesualdo e quem segue o futebol internacional sabem bem que nem sempre o que é aplicável na Argentina (ou noutros países sul-americanos) pode ser transposto para os clubes de elite europeus, como se percebeu com as dificuldades que Belluschi teve para se impor nos gregos do Olympiakos. Por isso, mais do que pensar numa mudança táctica, Jesualdo acredita poder melhorar as coisas à custa da qualidade do seu trabalho. Foi isso que conseguiu nos outros anos à frente do FC Porto, e os últimos indícios até lhe dão razão: após um razoável período em que voltou a poder trabalhar com grande parte dos seus jogadores, já se notaram melhorias frente ao Chelsea e ao Rio Ave.

Valeri pode ser a solução – afirmei-o quando foi contratado ao Lanús e mantenho a opinião até que me provem o contrário. A sua adaptação ao futebol europeu terá sido prejudicada pelas lesões, mas continuo crente que não há no plantel jogador tão inteligente e tão dotado tecnicamente como este jovem de 23 anos para assumir o papel que já foi de Lucho. Veremos se o futuro me dará razão.

Caso esteja redondamente enganado, ou, por outro lado, se a urgência de somar bons resultados não for compatível com a necessidade de dar tempo a Valeri, outra opção não restará ao FC Porto do que ir às compras na reabertura do período de transferências. O problema é que o mercado de Janeiro raramente propicia negócios bons e verdadeiramente rentáveis.

In Público.pt


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