Estádio Dragão

FC Porto Ferpinta

September 2nd, 2009

Foi ontem apresentada a nova equipa de basquetebol do FC Porto com muitas caras novas. São sete os novos reforços dos azuis e brancos, nomeadamente Julian Terrell (ex-Koeln 99ers), Brice Fantazia (ex-Culver Stockton), Rui Mota (ex-Ovarense), Gregory Stempin (ex-Ovarense), Jorge Coelho (ex-Gijon Basket), David Gomes (ex-CAB Madeira) e Carlos Andrade (ex-Bruesa).

Para alguns dos reforços será um regresso ao FC Porto, sendo que terão a oportunidade de jogar no novo pavilhão azul e branco, o Dragão Caixa.

O Treinador Portista Moncho Lopez (que acumula o cargo de seleccionador nacional), também ele novo no clube, acredita que o FC Porto se vai tornar campeão: «Estou convencido de que vamos conseguir o objectivo a que nos propomos e devo, antes de mais, agradecer o esforço financeiro que foi feito. Os reforços são de alto nível e estou convencido de que temos equipa para lutar pelo título de campeão».

A equipa do FC Porto fica de facto de altíssimo nível, pelo que vamos acreditar que o título vai voltar ao Dragão ao fim de alguns anos.

FINAL DA LIGA DE CLUBES DE BASQUETEBOL OVARENSE AEROSOLES – 4 FC PORTO FERPINTA- 3

May 21st, 2008

Jogo 1: Ovarense-FC Porto, 59-61

Jogo 2: Ovarense-FC Porto, 74-72

Ganhamos o primeiro jogo e por pouco (lançamento falhado no ultimo segundo que nos dava a vitória) não ganhamos o segundo. No entanto conseguimos ganhar um jogo em Ovar o que nos dá, para já, vantagem!

VAMOS TODOS A MATOSINHOS!

Jogo 3: FC Porto-Ovarense, 72-69

Jogo 4: FC Porto-Ovarense, 59-69

Jogo 5: Ovarense-FC Porto, 69-57

Nestes ultimos 2 jogos dos 6 árbitros que apitaram, 5 (Carlos Santos, José Araujo, Fernando Rezende, Luis Lopes e Pedro Coelho) continuam a demonstrar no campo o seu ódio pelo nosso clube:

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Carlos Santos – (Um árbitro que já se apercebeu do estado do basquetebol português e que se preza por ser conflituoso, senão insultuoso, para os jogadores da nossa equipa)

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José Araújo - (Árbitro de grande tradição anti portista, cujo Pai – benfiquista ferrenho -desde cedo o ensinou a arte de como falsear os resultados desportivos em desfavor do FCPorto)

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Pedro Coelho – (filho do antigo arbitro internacional Tó Zé Coelho, que basta ter em conta que infelizmente, vá-se la saber porque, o ano passado foi agredido por um isqueiro em matosinhos)

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Fernando Rezende - (em 1995, no ano anterior ao FCPorto destronar o Benfica de outros tempos – Lisboa, Jean Jacques, etc… – foi visto a festejar de cachecol ao Peito na tribuna de Honra do Benfica a vitória do Benfica, na que seria a sua ultima vitória no campeonato de Basquetebol!)

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Luis Lopes - (Actual Presidente da ANJB. Certo e sabido que para o ser teve de ser mais um dos que se rendeu ao mote: Ou te viras contra o Porto, ou não vais a lado algum!)

De qualquer das formas, não podemos desculpar as derrotas apenas nestes senhores (apesar de também pelos jornais terem sido considerados as figuras mais desastradas dos últimos jogos, apesar de limitarem a atitude dos nossos jogadores, apesar de os coagirem – termo em voga!!!) . Tivemos a nossa culpa e sabemos que em jogos de finais há factores que temos de ser superiores: Ganhar mais ressaltos, lançar pelo menos com a mesma eficácia que os oponentes, e fazer menos perdas de bolas sem lançamentos!!!!!

Conseguindo isto, mesmo a jogar contra 5 + 3, seremos campeões!!!!

Jogo 6: FC Porto-Ovarense, 71-69

Jogo 7: Ovarense-FC Porto, 70-49

Apesar de realmente termos sido constantemente condicionados pela arbitragem que permitiu o contacto permanente debaixo da tabela ofensiva do nosso clube só nos podemos queixar de nós mesmo quando o resultado final apresenta uma diferença de 21 PONTOS!!!! Todos quiseram decidir e todos esses tremeram em todo o encontro senão atente-se à percentagem de Lances Livres final (12-28, 43%). 16 Lances livres falhados! ou ainda à percentagem de 3 pontos (3-16, 19%) ou ainda à percentagem de 2 pontos (14-35, 40%). Para finalizar, realçar que uma equipa que para alem disto faz mais 9 perdas de bola sem lançamento que a outra equipa, não merece ganhar.
Custa, mas sejamos desportivamente correctos: Ovarense é um justo campeão!!!!

(clicando nos links dos jogos podem ver as estatísticas e o desenrolar do jogo ao vivo)

* Jogo 1 – FC Porto Ferpinta – 77 Belenenses – 74 * Jogo 2 – FC Porto Ferpinta – 77 Belenenses – 83

April 16th, 2008

Em poucas palavras se pode explicar o porquê de no primeiro jogo sofrermos menos pontos do que no segundo e termos marcado os mesmos.
Já no primeiro jogo ambas as defesas facilitaram, e apesar de não haver grande acerto na hora de lançar, era tão facil conseguir lançar a bola que algumas lá foram entrando.

No segundo jogo, claramente as defesas permitiram que os ataques se superiorizassem ainda mais. As defesas foram péssimas, e estatisticamente pode-se analisar isso apenas verificando que o Porto lançou mais 6 vezes de campo e mais uma vez da linha de lances livres ao passo que o Belenenses lançou mais 11 vezes de campo e apesar de ter lançado menos 9 vezes da linha da linha de lances livres (tambem demonstrativo da apatia da nossa equipa, visto que os lances livres correspondes a falta em acto de lançamento ou ainda quando se atinge o limite de faltas por período permitidas) concretizou apenas menos 1 deste local do que no primeiro jogo.

Facilmente com imagens acessíveis pela internet se consegue também visualizar a falta de atitude da nossa equipa na defesa, sendo que nestas imagens as que aparecem na parte superior dizem respeito a este ultimo jogo e as que aparecem na parte inferior correspondem ao primeiro jogo.

Para terminar nada melhor que vos mostrar os parciais deste jogo e deixar-vos pasmados, tal qual como eu fiquei:

1º Período: 13-18; 2º Período: 20-13; 3º Período: 17 – 15; 4º Período: 27 – 37!!!!

37 pontos nos últimos 10 minutos contra 46 nos primeiros 30 minutos!!!!!!!!!

Ainda o basquetebol

April 11th, 2008

Eu infelizmente vi o jogo Vitória – Porto, e acima de tudo o que é dito pelo Matos Pacheco, o que faltou à nossa equipa foi inteligência (e todas as coisas enunciadas pelo Matos). Estivemos atrás do marcador ao longo de quase todo o encontro, e se não me falha a memória só no 3º período passámos para a frente !?!?!?!?!?. No início do quarto período nada fazia prever o que chegaria no final do jogo, o principio do fim foi já dentro do último minuto, quando um jogador nosso, já não me lembro quem, faz falta (estávamos nós a ganhar por 4). E como foi feita essa falta? Depois da bola sair da mão de um dos jogadores do Vitória, ainda por cima de um que os estava a acertar quase todos, antes da linha dos três pontos.. 3 pontos e linha de lance livre para o empate…

Para ajudar a festa não concretizámos o nosso ataque e o Vitória ficou com cerca de 20 seg. para atacar. Incrivelmente deixámos o Vitória atacar e só fizemos a falta quando faltavam 2 seg e qualquer coisa para o fim do jogo… bastou-lhes marcar um e ganharam… falta por falta, pelo menos tivéssemos ficado com 18 seg para atacar.. Inteligência…

O Futuro do Nosso Basquetebol

April 10th, 2008

Muito se fala do basquetebol e do insucesso que esta modalidade atravessa no panorama desportivo português.
E estatisticamente podemos encontrar alguma provas disso mesmo: O INE em 2005 conclui que o Basquetebol, se recorrermos apenas ao numeros de praticantes é a QUARTA modalidade do nosso país, atrás do futebol, andebol e ainda voleibol.
Desde os 6/7 anos até à idade sénior muitos escalões existem em qualquer modalidade, seja futebol, andebol, voleibol ou basquetebol, mas sem duvida alguma é o escalão sénior que tem uma maior importância na hora de cativar mais adeptos e praticantes para a modalidade em questão.
Seja pelas próprias regras do jogo, seja pela dinâmica da modalidade, seja por ser jogada com os pés ou mãos, seja por permitir contacto ou não, seja por permitir que os jogadores se cruzem e lutem pela bola no mesmo espaço, ou em espaços distintos…Seja como for e definindo estas características, saberemos de qual modalidade se trata.

Nestas características há uma que todo o adepto do desporto em geral, gosta e procura: Dinâmica no próprio jogo mas também, e provavelmente mais importante, dinâmica no resultado. Algo que se movimente no tempo, que mude constantemente que não seja estático.
Mas acima de tudo, o adepto procura um dinamismo imprevisível, onde uma equipa seja mais dinâmica num momento e no momento seguinte a outra consiga superar a dinâmica da anterior… o qual podemos definir desportivamente como competitividade e tornar o termo imprevisibilidade mais recorrente num prognóstico de qualquer jogo.
Procuramos (como adeptos) que todos os jogos sejam imprevisíveis, que não seja fácil saber quem ganha, procuramos jogos competitivos, campeonatos competitivos. Mais uma vez, Imprevisíveis.

É possível haver um campeonato competitivo com equipas sem dinheiro?

É possível haver um campeonato competitivo com jogadores meses sem receber?

É possível um campeonato, mesmo que haja dinheiro, com equipas a pagarem 10 mil euros/mês a um jogador e outras que nem 2 mil conseguem pagar ao fim do 4º ou 5º mês (já estou a ser bonzinho)?

É viável ter orçamentos elevadíssimos suportados apenas por um patrocinador, para depois quando este desistir de investir, um clube acabar ou perder claramente a força que tinha (casos do Estrelas da Avenida, PT Telecom, Aveiro Basket, Oliveirense, Queluz, Benfica e mais recentemente Ovarense)?

É viável estabelecer um limite minimo orçamental para pertencer a uma Liga e não estabelecer também um limite máximo como, por exemplo é feito nos EUA, muito embora a realidade seja outra mas onde os motivos não sejam de todos diferentes: não permitir que uma equipa que tenha mais dinheiro fique com os melhores jogadores e seja claramente superior?

Não seria mais “saudável” estabelecer um limite das receitas de patrocinadores e municipios (salvaguardando sempre excepções como seria, p ex. o caso do CAB Madeira e Lusitânia dos Açores apenas para despesas de deslocação), forçando a uma menor disparidade de orçamentos mas também a uma aposta na promoção do basquetebol com vendas de merchandising e bilheteira que seriam receitas extraordinárias sem limite?

Não seria mais “saudável” fixar uma percentagem desse mesmo valor de patrocínios directos, que cada clube possa obter, para os salários dos jogadores?

Não seria mais “saudável” promover a manutenção dos jogadores nos clubes que representam criando excepções em que percentualmente, os jogadores que se fixem nos clubes possam eventualmente ganhar, percentualmente, mais podendo então elevar um pouco o limite estabelecido no ponto anterior?

Poderia continuar em perguntas sem fim, mas de notar que obviamente que não sou um Guru destes assuntos ou ainda um visionário e bastou apenas analisar o que se passou em países onde estas leis foram bem sucedidas e, à nossa medida e realidade, ponderar sobre a possibilidade da aplicação dessas mudanças ao nosso basket.
Propositadamente não toquei no assunto Federação vs. Liga de Clubes porque neste momento, acima de tudo e mesmo da existência de pessoas que queiram aparecer nos jornais, televisões e ganhar uns valentes trocos com o Basket, o que realmente me preocupa e o que as pessoas têm de analisar são os ares de mudança necessários, e bons ares, para que o Basket recupere deste sufoco dos últimos anos e ganha a força que a modalidade merece.

Podem aprender um pouco sobre o que se passou com o famoso Lockout de 1998 na NBA em:
thesis.haverford.edu/dspace/bitstream/10066/988/1/2007BrownS.pdf
ou ainda sobre como funciona o tecto salarial imposto na NBA em:
http://en.wikipedia.org/wiki/NBA_Salary_Cap

FC Porto Ferpinta – ??? Guimarães – ???

April 9th, 2008

Perdemos!!!

Isso posso dizer-vos!!!!E por um….Não vi o jogo, nem pela TV!
Poderia chegar ao resultado final num qualquer jornal, mas propositadamente assim não o fiz!

É inadmissível que o site da própria federação (entidade organizadora da Taça de Portugal) conte a história de toda a final mas que se esqueça de relembrar o resultado final.
É inadmissível que o site da Liga de Clubes, tenha feito desta final uma noticia que passou de vento (talvez do tornado, algo novo que se faz sentir em Portugal), quando se trata efectivamente de uma competição de relevo no basquetebol português na qual estão representados vários clubes desta mesma Liga.

Mas já cá voltamos, a este assunto, noutro post…

Em relação ao jogo, e apesar de não ter visto e da extrema dificuldade em encontrar as estatísticas do jogo no site da federação ou Liga (mais uma vez inadmissível num desporto como o basquetebol, em que a estatística tem um papel importantíssimo na compreensão de qualquer jogo) posso apenas demonstrar estranheza pela forma como decorreu o jogo (pelo que li e ouvi de relatos):
64-57 a nosso favor com 2 minutos para jogar e acabamos por perder por 64-65 (não me contive! Tinha de o dizer)

Como é possivel o Guimarães ter ganho? União!!! Determinação!!! MOTIVAÇÃO!!!

Como é possivel o Porto ter perdido? Exactamente pelas mesmas razões, mas pela sua inexistência!!!

Como é possivel um treinador de uma equipa profissional do FC Porto dizer que uma equipa joga mal, MUITO MAL, sem atitude, sem querer, e quando se olha para a ficha de jogo se vê que apenas utiliza 7 dos 12 jogadores que estão equipados e prontos para jogar??? Não percebo!!!!

Como é possível um treinador de uma equipa profissional do FC Porto querer união, determinação e motivação na sua equipa se utiliza apenas 7 dos 12 jogadores quando ele proprio assume que os 7 estiveram terríveis??? Não percebo!!!

Como é possível dizer que o treinador de uma equipa profissional do FC Porto não é o culpado, que os jogadores porque não jogaram nada, esses sim são os culpados, se ele os mantém minutos consecutivos a fazer asneiras em campo com 5 ansiosos no banco para fazerem melhor??? Não percebo!!!

Como se pode dizer em “jogos pequenos” que os jogadores jovens mostram que estão fortes, e ser credível se quando em jogos a sério em que tudo corre mal não ter….coragem para os lançar??? Não percebo!!!

Como se pode ser respeitado, pelos próprios jogadores, se não se é credível pelo menos aos seus olhos??? NÃO É POSSÍVEL!!!

Como se pode pedir União!! Determinação!!! Motivação!!! aos jogadores quando não se é respeitado por eles??? NÃO É POSSIVEL!!!

FC Porto Ferpinta – 69 Ovarense Aerosoles – 75

March 31st, 2008

Ficamos assim em 2º lugar na fase regular.

Um jogo que, como vem sendo um hábito entres as duas equipas, se pautou pelo equilíbrio. Sem grandes destaques ao nível individual, num jogo marcado pelo forte carácter defensivo de ambas equipas, este decidiu-se pela menos má eficácia de lançamentos de 2 e 3 pontos da ovarense (48.5% de 2 e 38% de 3 da Ovarense contra 44.2% de 2 e 16,7% de 3), superiorizando-se à vantagem que o Porto podia obter devido a um maior numero de ressaltos na tabela ofensiva ( 10 a favor do Porto contra 4 da Ovarense).

No ultimo e derradeiro período, em que no inicio se verificava a igualdade a 50 pontos, a Ovarense mostrou mais querer, mais acerto na hora de lançar ao cesto e porque não dizê-lo, mais “sorte” na escolha dos 5 jogadores que jogaram nos derradeiros minutos finais. Nos minutos iniciais do ultimo período, fariam então um parcial de 11-1 com Paulo Cunha e Frederick Gentry no banco, forçando-nos a correr atrás de prejuízo altura em que nos mostramos muito precipitados e empenhados a resolver as coisas individualmente em detrimento do espírito colectivo que nos define e tanto sucesso nos traz. Permitimos uma vitória que não só pelo arranjo das equipas a defrontar mas sobretudo pela garantia que em caso de empate na final do playoff esta será jogada no seu campo, se tornou até ao momento uma das vitórias mais importantes da época.

Nada está no entanto resolvido para nenhuma das 8 equipas, pelo que resta-nos ganhar o ultimo jogo desta fase regular para aumentar os nossos níveis de confiança, e preparamos-nos para o playoff que aí vem com o mesmo objectivo, do inicio de época: SERMOS CAMPEÕES!

Ovarense – 68 vs FC Porto Ferpinta – 71

March 3rd, 2008

“A derrota conta o Barreirense foi o melhor que podia ter acontecido!”

Esta frase demasiado batida pelo nosso treinador, quer se queira quer não, goste-se ou não se goste do uso exaustivo dessa frase nestas ultima semanas (eu próprio não gosto muito), tem a sua razão de ser.
Senão relembre-se o dia 26/1 em que o porto perdeu contra o Barreirense e faça-se então um balanço, pós-desaire:

31/1 – quartos finais taça da liga: FC Porto Ferpinta – 78 Barreirense – 69

2/2 – meias finais taça da liga: FC Porto Ferpinta – 80 CAB Madeira – 58

3/2 – final da taça da liga: FC Porto Ferpinta – 67 Ovarense – 64

10/2 – 14ª jornada da Liga de Clubes: CAB Madeira – 68 FC Porto Ferpinta 70

16/2 – 15ª jornada da Liga de Clubes: FC Porto Ferpinta – 90 Belenense – 84

24/2 – 16ª jornada da Liga de Clubes: FC Porto Ferpinta – 78 Vagos – 65

Já lá vai algum tempo, exactamente um mês desde a vitória da taça da liga e já nessa altura se usava e abusava da referida frase para “justificar” o sucesso de então. Passado um mês, continua a utilizar-se a mesma justificação para as consecutivas vitórias alcançadas, mas penso que os jogadores merecem que justiça lhes seja feita, e esquecida seja essa derrota.

Falando mais concretamente deste ultimo clássico (podemos referimo-nos assim aos jogos entre Porto e Ovarense que nos vêem habituando a emotivos jogos durante os últimos anos) ambas as equipas se bateram valentemente mas penso que a Ovarense, fruto da clara supremacia no que diz respeito á profundidade do ser “banco” (consequência de um orçamento claramente superior a qualquer equipa da nossa liga) deve ficar bastante desapontada por mais uma derrota contra a nossa equipa.

De realçar a capacidade de luta dos nossos guerreiros, que mesmo quando claramente prejudicados, numa altura em que os próprios árbitros se mostraram afectados pelos apupos de um público conhecedor da modalidade e da forma como se manipulam os árbitros, mantiveram a atitude, nunca desistindo e virando o jogo a seu favor com um lançamento triplo a 7 segundos do fim quando, então, perdíamos por um ponto.

Destacaram-se nesta partida, Nuno Marçal (22 pontos), Julian Terrel (13 ressaltos) e Toree Morris (9 ressaltos). Tenho de destacar também, apesar de pouco tempo de jogo, Jorge Sing, pela frieza na hora de concretizar um lançamento de 3 pontos a 7 segundos do final do jogo que permitiu a nossa vitória.

Por ultimo, dar o meu braço a torcer por uns momentos, e se em relação á falta de um base de qualidade inquestionável e de um extremo para poder fazer a rotação do Paulo Cunha ou Nuno Marçal continuo a ter razão, não posso deixar de referir que Nuno Marçal tem vindo a manter exibições de alto nível constantemente e Paulo Cunha, tem sabido manter a sua calma, provando que finalmente está a tornar-se um jogador maduro e que assim sendo, o meu medo sobre esses dois atletas (inconstância de um, e imaturidade de outro) não se tem revelado.

FC Porto Ferpinta, VENCEDOR DA TAÇA DA LIGA 2007/2008

porto_taca_liga.JPG

Casino Figueira Ginásio – 72 FC Porto Ferpinta – 79

December 3rd, 2007

27 Outubro 2007 – Casino Figueira Ginásio – 66 FC Porto – 78….12 pontos de diferença!
1 Dezembro 2007- Casino Figueira Ginásio – 72 FC Porto – 79…. 7 pontos de diferença!
 Um mês passado e a diferença encurta-se! Também se poderá pensar e dizer : “…as excepções confirmam a regra!”

Jogadores saíram, outros entraram….Tanto no Porto como no Ginásio. Acertam-se ainda os ultimos detalhes, ultimas contratações…
Inicio de jogo bastante mau da nossa equipa permitindo um parcial de 21-11 e 18-21 no 1º e 2º periodo, respectivamente, onde o Ginásio aparece a jogar em casa. Correndo atrás do prejuizo, ou então, finalmente correndo, acabamos por impor dois parciais a nosso favor: 15 -17 e 18-30. Apesar de os orgão de comunicação social insistirem, “Pai Marçal chegou mais cedo!” ou ainda : “Nuno Marçal contra a crise” (este ultimo, titulo da ABOLA, ou não estivessem sempre a tentar associar a palavra crise ao clube que mais tristezas lhes dá!!!!!), penso que pelos factos e dados do jogo, Marçal, apesar de tudo não mereceria tantos titulos e destaques.
“Este gaijo persegue o Marçal!!!” - Poderão dizer.
Mas não…senão vejamos: num jogo onde, em grande parte pela lesão de uns dos melhores atletas do ginásio, senão o melhor, ao intervalo, o Porto dominou as tabelas (39 ressaltos contra 26!!) em 33 minutos em campo os numeros de Nuno Marçal foram: 7 em 14 de lançamentos de 2 pontos, 0 em 3 de 3 pontos, 8 em 9 de lances livres e 5 ressaltos! Bons numeros onde a percentagem efectivamente não foi a melhor mas para quem lê mais amplamente a estatistica verficando, como disse anteriormente, que o jogo foi ganho nos ressaltos, concluimos que Paulo Cunha com 17 ressaltos (sim, dezassete!!!!!chegavam para MVP!) e ainda com 3 em 7 de 2, 1 em 2 de 3 e 3 em 4 de lances livres provam ainda mais que  foi claramente o jogador mais influente para a vitória suada do nosso clube!

Para os que ainda pensem :” Este gaijo….mesmo com estes numero jeitosos, critica o Marçal!”…Não!
Critico-o porque sei que consegue fazer mais defensivamente e  do ponto de vista de eficácia mas critico mais a imprensa por não conseguir perceber que mais importante para a vitória do Porto, do que os numeros conseguidos pelo Marçal, foram os 17 ressaltos do Paulo Cunha independentemente do que tenha feito nos outros items do jogo!!!

Por ultimo, como tambem ja tinha referido, parece ter-se sentido a necessidade de reforçar a posição de base, pelo que o novo norte americano já demonstrou qualidades mas tambem será necessário que melhore de forma a sermos realmente os principais candidatos ao titulo deste ano!

FC Porto Ferpinta – 75 Lusitânia Angra Património Mundial – 66

November 13th, 2007

 Com muita pena minha o digo: POBRE!

Muito pobre foi este jogo,  sem grande emoção. Apesar do resultado enganador, o equilibrio foi oferecido pelo Nosso clube. Podemos acelerar mas não o fizemos. Talvez para tentar criar a tal emoção, mas as diferenças são ainda grandes quando se defrontam equipas com periodos de preparação de época bem diferentes. FC Porto já leva 2, quase 3, meses enquanto que o Lusitânia, por via das grandes dificuldades financeiras que atravessou e ainda atravessa, se tanto, levará 1 mês de preparação. Também com sua justiça o digo que com tão pouco tempo, apesar de tudo (jogou contra, senão a melhor, umas das melhores equipas desta Liga), mostrou-se bem melhor do que seria de esperar.

Pelos parciais (1º período: 12-16, 2º período: 18-18, 3º período: 24-17, 4º período: 21-15) , confirmamos que entramos relaxados, chegamos ao intervalo a perder, demos uma aceleradela, e descomprimimos mais um pouco no ultimo perído.

De destacar, mais uma vez a qualidade do nosso jogo interior onde os 3 reforços desta época  que se exibiram mais uma vez a um elevado nivel:

Frederick Gentry ( 8 pontos, 11 ressaltos, apesar de não ter feito uma excelente percentagem que nos vêm habituando)
Toree Morris (15 pontos, 8 ressaltos)
Julian Terrel (10 pontos, 9 ressaltos) 

Paulo Cunha (13 pontos e 6 ressaltos) foi pouco eficaz ao nivel do lançamento e Nuno Marçal, com 23 pontos (5 em 8 de 3 pontos) deveria ter ajudado a equipa nos outros aspectos do jogo senão repare-se que em 32 mins de jogo apenas contabilizou 2 ressaltos e 2 assistências.

João Figueiredo (33 min e 13568 dribles- menos 1 do que no jogo anterior!!! +/-) e Jorge Sing (7 min) dividiram entre si os 40 minutos de jogo, realizando uma fraquissima exibição (2 em 8 de lançamentos de 2 pontos, 0 em 0 de lançamentos de 3 pontos, apenas 6 assistências, e 3 perdas de bola).

No entanto, contando com a subida de forma exigivel num base como João Figueiredo e a contratação de um extremo que complete um trio necessário numa equipa que deverá ser mais lutadora, ambiciosa e cujos objectivos não poderão apenas passar por ganhar o jogo, penso que será um ano em que apenas o TITULO podemos ambicionar!

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