Estádio Dragão

Foi de facto um clássico especial…

May 3rd, 2010

Os nossos maiores receios acabaram infundados. O enorme risco que os adeptos do FC Porto corriam na jornada de ontem, acabou por não se concretizar. Podia ter acontecido. Bastava Belluschi não ter sido imperial, Beto e Bruno Alves, também, entre outros. Bastava Cardozo ter sido mais astuto ou bastava até o Braga ter sido mais morcão. Correu bem. O FC Porto ganhou o jogo, a jogar quase metade do tempo com 10 jogadores. O Braga também ganhou. A decisão do campeão fica adiada mais uma semana.

O FC Porto apresentou-se num mais recente esquema utilizado, o 4-4-2, surpreendentemente com Belluschi a flectir para a direita, ficando para Guarin a posição de nº10, no vértice superior do losango. O Benfica, no seu esquema habitual de 4-4-2, e as equipas a encaixarem-se. Foi um jogo tático, mas muito emotivo. O árbitro, de nome esquisito, tentou de inicio marcar logo uma posição de força, amarelando numa situação desnecessária Fucile e Di Maria. Tal postura só poderia dar em 2 situações: ou muitas expulsões, ou uma falta de critério durante o resto do jogo. Verificou-se, mas pouco, a primeira, mas muito mais a segunda.

O Benfica, enquanto lhe interessava, deixava arrastar o jogo num interessante empate que lhe daria o título de campeão 2009/2010. O Porto tentava jogar, mas sem grande arte, muito mais com o coração do que com a razão. Até que quando já se preparava o jogo para ser interrompido para descando, Bruno Alves, na sequência de um canto, desfaz o nulo e marca uma posição de força neste jogo: no Dragão, mandam os que lá estão! E assim se foi para intervalo, não deixando a equipa do Benfica de mostrar a sua postura pequenina de esperar que os jogadores do Porto entrassem no túnel para evitar as confusões que eles próprios criam no Estádio da Luz. ”Ai que bem comportados que somos!”. Nas bancadas respirava-se de alivío, ainda meio, porque o Braga ainda se mantinha empatado.

No recomeço, o Benfica, num lance estranho na grande área portista, consegue o empate por Luisão. O estádio gelou. O vazio de estômago voltou a apertar os adeptos do FC Porto. Mais ainda quando o árbitro do mundial expulsa Fucile por suposta simulação de penalty…. sendo muito duvidosa tal interpretação, tanto mais que o Fucile continua a jogar a bola e inclusivamente a deixa a Hulk em boa posição para rematar. O Porto ficava reduzido a 10. Mas, por incrível que pareça, ontem foi um jogo em que o coração até nem atrapalhou a razão. Mesmo jogando muito com o coração, com entrega e raça, os jogadores do FC Porto não perderam o discernimento. E atrevo-me até a dizer que, no restante jogo, raríssimas foram as vezes que o adepto se lembrou que o FCPorto estava a jogar com 10 contra o Benfica. Tanto assim foi que Farias, na possivelmente única boa intervenção que teve durante o jogo, desfez novamente o empate, fazendo as bancas vibrarem em alvoroço. Bellushi resolveu ainda para mais, aprimorar a sua excelente exibição, conseguindo o terceiro golo, numa boa iniciativa individual e na sequência de um fulminante remate que deixou Quim a voar tarde e no vazio.

E assim terminou o jogo, sem que antes Jesualdo fosse expulso por chamar a atenção do árbitro da clara falta de critério e mais ainda da dualidade aplicada na matéria disciplinar.

Fica adiada a tão esperada aclamação do campeão de Tunebol da Liga de RicardoCosta de 2009/2010., visto que o Braga também lá conseguiu fazer o golito que assim evita a festa dos Lampiões no Estádio do Dragão.

Reviravolta à Bicicleta

April 3rd, 2010

FC Porto 4 vs Marítimo 1

O FC Porto venceu esta noite a equipa do Marítimo, dando a volta ao marcador e pondo Falcao como o líder da lista dos melhores marcadores.

Ainda nem tinha aquecido o meu lugar no Dragão e já o Porto sofria o primeiro golo. Um erro grosseiro de Fernando, colocou a bola nos pés de Taka e o japonês apontou com sucesso para a baliza de Helton. Aos 15 segundos de jogo o Marítimo já vencia.

Mas felizmente os Portistas não esmoreceram. Aos 4´m já o FC Porto fazia o golo da igualdade com um golo magnífico de Radamel Falcao. Uma bicicleta perfeita a colocar a bola no fundo da rede.

Passados apenas quatro minutos foi a vez de Raul Meireles marcar de cabeça e colocar o FC Porto na liderança. A partir daí o jogo foi disputado com o Marítimo a não cruzar os braços e o FC Porto tentando ampliar a vantagem. De notar apenas a lesão de Meireles, que teve de ser substituído ainda muito cedo.

Na segunda parte a tónica foi a mesma com o os insulares a não darem descanso à defesa portista, mas com o FC Porto a marcar de novo por intermédio do goleador Falcao.

Até ao final do jogo tivemos show Hulk, com o brasileiro a fazer gato sapato da defesa contrária e a culminar a sua boa exibição com o mais que merecido golo. O incrível voltou de baterias carregadas…

Dados do Jogo:

Árbitro: Paulo Costa (Porto)

FC Porto: Helton, M. Lopes, Rolando, Bruno Alves, Á. Pereira, Fernando, R. Meireles (Belluschi, 24’), Guarín (Tomás Costa, 69’), R. Micael (Valeri, 80’), Hulk e Falcao.

Marítimo:
Peçanha, Paulo Jorge, J. Guilherme, Robson, Alonso, Rafael Miranda, Roberto Sousa, Taka (Pitbull, 36’), Manu (Tchô, 69’), Djalma (Baba -, 77’) e Kléber.

Disciplina: cartão amarelo para Paulo Jorge (34) e Fernando (40).

Golos: 0-1, por Taka, ao 1’; 1-1, por Falcao, aos 4’; 2-1, por Raul Meireles, aos 8’; 3-1, por Falcao, aos 51’; 4-1, por Hulk, aos 78’.

O Regresso do Super Herói

March 29th, 2010

Belenenses 0 vs FC Porto 3

Foi um regresso em cheio de Hulk. O Portista voltou cheio de vontade, imprimiu velocidade ao jogo portista e marcou um golo magnífico. Pelo caminho fez ainda três assistência para golo (um deles mal anulado pelo árbitro). Mais não se podia pedir no regresso do Brasileiro após castigo.

 O FC Porto começou desde cedo a criar perigo por intermédio de Hulk. Arrancadas fulgorantes, vários remates a ronda a baliza e centros para o centro da área adivinhavam que mais cedo ou mais tarde iria surgir o golo.

Depois de um primeiro aviso de Bruno Alves em que Bruno Vale faz uma excelente defesa, ao minuto 40´o guardião do Belenenses foi incapaz de parar a cabeçada de Rolando para o primeiro golo Portista.

Já no início da segunda parte viria o melhor do jogo:  Hulk recebeu na direita, flectiu para o meio e disparou uma bomba de pé esquerdo, ao ângulo da baliza de Bruno Alves. Obra prima assinada pelo Super Herói. No festejo desse mesmo golo vê-se Hulk a dizer a Falcao que o Colombiano iria marcar. Pois bem… Dito e feito! E mais uma vez com assitência do Brasileiro que oferece o tento a Falcao que cabeceou, com a bola a embater no poste e entrar depois. O colombiano ainda marcaria por uma vez mais, no entanto o golo foi mal invalidado.

O FC Porto está agora a 5 pontos do Braga quando faltam 6 jornadas para o final da prova. É fulcral conseguirmos alcançar pelo menos o 2º lugar que nos permita o acesso à Champions League.

 

Dados do Jogo:

Belenenses: Bruno Vale, Mano, Mustafa, Marcos António, Tiago Gomes (Fajardo, 46), Barge (André Almeida, 62), Gabriel Gomez, Celestino, Miguelito, Lima e Yontcha (José Pedro, 54).

FC Porto: Helton, Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín, Raul Meireles (Belluschi, 65), Ruben Micael (Valeri, 86), Hulk e Falcão.

Disciplina: nada a registar

Golos: Rolando, aos 40’; Hulk, aos 51’; Falcao, aos 83’.

Com um pé no Jamor…

March 25th, 2010

Rio Ave 1 vs FC Porto 3

Após os últimos resultados Portistas havia alguma ansiedade para verificar a forma como iria reagir a equipa. No entanto, o FC Porto soube dar a volta e no dia que soube da despenalização de Hulk e Sapunaru arrancou uma importante vitória no terreno do Rio Ave.

Sem ter feito um grande jogo, a verdade é que a equipa, desfalcada de peças importantes, fez um jogo melhor aos últimos que realizou. Foi uma exibição de raiva, em que o FC Porto soube aproveitar as oportunidades concedidadas pela defesa do Rio Ave. O homem do jogo acaba por ser Ruben Micael, autor do primeiro golo Portista e jogador que assistiu Guarin e Raul Meireles para os outros tentos.

O meio campo do Porto, muito povoado com Guarin, Belluschi, Meireles e Micael, finalmente funcionou e soube controlar o jogo, criando algumas jogadas de perigo.

Foi um bom resultado este, que nos põe com um pé na final da Taça, uma competição em que pretendemos renovar o título.

Dados do Jogo:

Árbitro: Artur Soares Dias

Rio Ave: Carlos, José Gomes, Gaspar, Fábio Faria, Sílvio, André Vilas Boas, Tarantini (Bruno Fogaça, 69), Vítor Gomes, Bruno Gama (Sidnei, 76), Bruno Moraes e Chidi (Nélson Oliveira, 69).

FC Porto: Beto, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando (Tomás Costa, 64), Raul Meireles, Guarin, Ruben Micael, Belluchi (Miguel Lopes, 70) e Falcao (Orlando Sá, 80).

Disciplina: Amarelos a Fucile (53’), Fernando (60’), Ruben Micael (64’).

Golos: 0-1, por R. Micael, aos 19’; 1-1, por B. Moraes, aos 36’; 1-2, por R. Meireles, aos 54’; 1-3, por Guarín, aos 75’

O Terramoto Londrino

March 10th, 2010

Como diz a sabedoria popular : na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer, na terceira cai quem é burro. O FC Porto deixa hoje a capital Inglesa humilhado pelo Arsenal, e o burro tem um nome Jesualdo Ferreira.

Esta é a terceira vez que o técnico Portista orienta um jogo em Inglaterra frente ao Arsenal. Uma vez mais foi incapaz de montar uma estratégia eficaz. Pior! O técnico Portista foi capaz de criar uma estratégia que nos faça passar maior vergonha do que aquela que tínhamos passado anteriormente aquando das derrotas do Porto no Emirates Stadium (2-0 e 4-0). Os 5 golos sofridos são uma humilhação para quem disputa uns oitavos de final da Liga dos Campeões.

No técnico Portista é esperado que invente. Sempre que foi jogar a Inglaterra o fez. Sempre deu mau resultado. Mas no entanto não aprende… Há já algumas épocas com o Liverpool fez alinhas Kazmierzack de início. Desastre total. Contra o Chelsea faz alinhar Ricardo Costa a defesa esquerdo. Desastre total. A época passada chama Guarín. Desastre total. Hoje faz alinhar Nuno André Coelho. Desastre Total. Não censura os jogadores. Não me cabe é na cabeça como é que um técnico, num jogo desta importância dá a titularidade a um jogador que não tem um ÙNICO minuto na liga Portuguesa. Estará o professor à espera que o jogador salve a equipa, que seja o melhor em campo? Impossível. Não tem minutos de jogo, não tem rotina e ainda pior quando está adaptado a uma posição que não é a sua.

A própria titularidade de Hulk é discutível. Já no jogo da primeira mão tinha ficado muito aquém daquilo que pode e deve fazer. Agora apenas veio confirmar que tem de caminhar muito e tem de jogar muito mais para se afirmar como um grande jogador. Hulk não está em forma e não devia ter sido chamado à titularidade.

O FC Porto desde o primeiro minuto que levou com um sufoco de futebol ofensivo e esteve encostado às cordas 45m. Para quem dizia na antevisão do jogo que iria procurar marcar mais do que um golo, o técnico Portista estava muito, mas muito equivocado. O FC Porto apenas jogou algum futebol no ínicio da segunda parte, até que Wenger fez uma substituição que matou o jogo. Mais uma vez ficou demonstrado que Jesualdo não sabe ler o jogo e que o nosso banco é completamente limitado.

O FC Porto fica assim arredado de mais uma competição. Quanto ao nosso treinador teremos oportunidade de mais à frente falar sobre ele…

FC Porto 5 vs SC Braga 1

February 22nd, 2010

Não há muito a dizer relativamente a esta estrondosa vitória frente ao Braga. De facto todos os Portistas esperavam que depois do que tinha sucedido a Hulk todo o plantel se unisse e mostrasse de facto o que é “ser Porto”.

A vitória por números tão expressivos foi uma demonstração cabal do potencial do plantel e que esta equipa merece mais. Apenas as mentes que mais mesquinhas e que pouco percebem de futebol podem afirmar que o Braga veio ao Dragão dar o jeitinho. É ridículo que alguém assim pense!

Goleamos uma equipa que se pôs em bicos de pés para ver se nos amedrontava, mas ainda lhes falta “um bocadinho assim” para chegarem aos calcanhares do FC Porto.

Desta não te ris Wenger?

February 17th, 2010

FC Porto 2 vs Arsenal FC 1

O FC Porto bateu o Arsenal FC por 2-1 na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League, com Varela e Falcao a marcarem pelos “dragões”, cabendo a Sol Campbell o tento da formação inglesa. O resultado do Estádio do Dragão deixa, no entanto, tudo em aberto na eliminatória.

Os Dragões tiveram logo no início do jogo o seu melhor momento. Jogavam com afinco a tentar chegar á baliza adversária e dominavam a posse da bola. Ainda com poucos minutos decorridos Thomas Vermaelen salvou o Arsenal do golo de Ruben Micael, com o central a estar no sítio certo para impedir que o remate do médio levasse a bola a entrar na baliza dos “gunners”, antes de Hulk rematar a escassos centímetros do poste, na sequência de um disparo com o seu pior pé, o direito. O FC Porto pressionava e chegou ao golo numa oferenda do guardião Fabianski. Aos 11´m, Varela escapou pelo lado direito do ataque portista e tentou centrar para a área, mas a trajectória da bola acabou por trair Fabia?ski. Estava feito o primeiro golo Portista.

Depois, num lance de bola parada o Arsenal chega ao golo. Canto batido ao segundo poste, onde Rosicky estava como queria e colocou a bola em Sol Campbel, que na pequena área, e completamente sozinho (como é possível?) cabeceia para o golo. O FC Porto viu jogar…  A partir daí os ingleses foram donos e senhores da bola. Dominaram o meio campo e na entrada da área trocavam a bola perante a contemplação da defesa Portista. Com três minutos volvidos, valeu uma excelente defesa para canto de Helton, após um remate venenoso de Rosický.

Até ao intervalo o FC Porto ainda tentou o golo por Ruben Micael, mas era sempre o Arsenal que controlava o jogo. Meireles e Fernando mostraram um desacerto muito grande e o pequeno Ruben Micael desdobrava-se entre a defesa e a transição do jogo ofensivo. A inclusão de Hulk, afastado há algum tempo da competição, também não surgia o efeito pretendido. O atacante brasileiro “agarrou-se” demasiado à bola na tentativa de mostrar serviço, acabando sempre por perder a bola.

Já no segundo tempo, o Arsenal entrou novamente a comandar o jogo, mas nunca criando situações de verdadeiro perigo. Quando aos 51`m Falcao apertou com Campbell, na faria prever que de um lance sem perigo nasceria o golo do FC Porto. Num completo desacerto da defesa dos “gunners”, Campbell atrapalhou-se com a bola e acabou por a atrasar para o seu guarda-redes, com este a recolhê-la com as mãos e a originar um livre indirecto no interior da área inglesa. Rúben Micael aproveitou a desatenção dos jogadores do Arsenal e marcou o livre de imediato, com Falcao a não ter dificuldade para fazer o 2-1, perante a incredulidade dos ingleses. Wenger bem que protestou, no entanto provou do seu próprio veneno. É de lembrar que há uns anos atrás o francês Henry ao serviço do mesmo Arsenal tinha marcado um golo semelhante!

O golo galvanizou a equipa portista que tentou chegar a mais um golo que lhe permitisse encarar o jogo da segunda mão com maior tranquilidade. O facto é que a entrada de Tomás Costa e Mariano Gonzaléz permitiram aos azuis e brancos maior frescura e o domínio do meio campo.

O 2-1 acaba por ser um resultado muito perigoso para os Dragões que não podem de nenhuma forma ir para Londres defender o resultado. Já sabemos no que esse tipo de jogo acaba por dar, portanto temos de ir de cabeça erguida à procura de aproveitar as oportunidades de golo e muito importante, temos de ter o controlo da posse de bola para não deixar os ingleses jogar.

A exibição não foi de todo boa mas fica de bom o resultado que nos permite encarar a segunda mão com “algum” optimismo.

Obrigado Fabiansky!


Dados do Jogo:

FC Porto: Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles (Tomás Costa, 68), Ruben Micael (Bellushi, 85), Varela, Hulk (Mariano Gonzalez, 81) e Falcao.

Arsenal: Lukasz Fabianski, Bacary Sagna, Sol Campbell, Thomas Vermaelen, Gael Clichy, Abou Diaby, Denilson, Cesc Fabregas, Tomas Rosicky (Theo Walcott, 68), Samir Nasri Emmanuel Eboué, 88) e Nicklas Bendtner (Carlos Vela, 83.

Disciplina: Cartão amarelo para Abou Diaby (31), Bruno Alves (34), Fucile (64) e Álvaro Pereira (78).

Mariano resolve!

February 11th, 2010

O FC Porto está na final da Taça da Liga, fruto de uma vitória muito suada frente à Académica, numa partida realizada ontem no estádio do Dragão.

A equipa Portista entrou num esquema pouco habitual, com um 4×4x2 em que o meio campo formado por Tomás Costa, Valeri, Belluschi e Guarín apoiavam um ataque constituído por Orlando Sá e Mariano González. Não era difícil de adivinhar que a receita tinha tudo para correr mal e começar a provocar alguma indigestão aos adeptos portistas.

O meio campo não funcionava. Tomás Costa estava bem, no entanto os seus companheiros nunca acertaram ao longo do jogo. Belluschi um pouco mais descaído para a linha não acertava com um passe, Valeri passou completamente despercebido, Guarín falhou passes e rematou muito, mas sempre mal. Na frente Orlando Sá ainda não mostrou ser um grande jogador. É muito pouco móvel, preferindo passar 90m entre os centrais adversários à espera de um passe de desmarcação. Quanto a Mariano, que acabou por ser o herói do jogo, foi como seu paanágio muito trabalhador, mas continua com o seu maior problema: Não saber correr com a bola controlada. Este argentino parece que joga com uma bola medicinal nos pés…

A Académica veio com a lição bem estudada, não se limitou a defender e fez uma excelente exibição. Empolada com os cerca de 1500 adeptos do seu clube nas bancadas, manteve sempre os olhos na baliza Portista.

Ao intervalo, e após uma primeira parte de fraco nível para os Portistas, Jesualdo faz entrar Varela para o lugar de Belluschi. A substituição deu velocidade e maior pendor ofensivo, no entanto nada mudou e era a Académica a criar as situações mais perigosas. O público pedia Rúben Micael… Já depois de ter sido obrigado a tirar Bruno Alves lesionado e a fazer entrar Maicon, Jesualdo acedeu ao pedido. Ruben entrava para o lugar de Valeri. O FC Porto mudou logo de atitude. Ruben Micael joga e faz jogar. É de facto um grande jogador! Ganhámos velocidade e os seus passes a rasgar a defesa criavam oportunidades.

Já perto do final do jogo, e numa altura que o FC Porto carregava sob a batuta de Ruben Micael, seria Mariano a resolver o imbróglio. Poucos acreditariam que seria Mariano a resolver… com um golaço! Mais uma vez Mariano saca da cartola um remate mágico, que acaba por ser um prémio para a combatividade e esforço do jogador.

O FC Porto está na final da Taça da Cerveja, mesmo após ter sido roubado uma vez mais. Já lá vão 5 golos limpos anulados aos Portistas… Na final parece-me que vamos ter mais do mesmo com os Proenças, Paixões, Olegários e Lucílios a carregarem os mouros de andor.

Benfica “à Porto”!

December 21st, 2009

Longe vão os tempos em que o Estádio da Luz enchia-se nervoso para assistir à entrada dos Dragões Azuis e Brancos para lá jogar futebol. Os tempos em que o 11 do FCPorto se impunha sem medo, com raça e determinação, na casa do rival vermelho. Aquela atitude de “gajos do Norte” que até comiam a relva, se fosse preciso, para ganhar uma bola. Uma pressão constante que trazia resultados.

Ontem, foram os donos da casa que, com personalidade, atitude, raça e também ORGANIZAÇÃO, se impuseram no relvado e subjogaram o FCPorto, que foi impotente para sequer esboçar um contra-golpe para se superiorizar ao Benfica.

O Benfica tem um modelo de jogo bem definido, tem organização e intenção ofensiva. Constroi jogo. Opta claramente na ofensiva pelo meio do terreno, usando passes de rotura e o Cardoso de costas para a baliza a triangular. É um ataque muito dinâmico, que não pára, e que tem consequências físicas nos jogadores, como se notou na 2ªparte. O FCPorto insistia nas “transições rápidas”, vulgo, Contra-Ataque, facilmente anuladas quer pela pressão alta do Benfica, quer pela raça defensiva. O meio-campo do FCPorto foi presa demasiado fácil para o meio-campo do Benfica. Raul Meireles a sua própria sombra. Fernando, encostado às cordas quase a jogar como 3ºcentral. Em termos ofensivos, o FCPorto insistia nos passes longos, tantas vezes falhados, para as infrutíferas tentativas dos alas fazerem alguma coisa.

Não admito que alguém diga que o FCPorto na 2ªparte equilibrou as operações. Em parte poderá ser verdade, equilibrou em posse de bola… mas sempre controlado pelo Benfica. As estatísticas não mentem. O Benfica teve uma dúzia de remates à baliza de Helton. O FCPorto rematou 3 vezes durante os 90 minutos. Isto denota falta de organização ofensiva e de soluções para a ultima finalização. Demonstra também organização defensiva do Benfica. Não deixemos de dizer o que nos custa. O Benfica foi superior. O Benfica mereceu ganhar.

Interessa, mais que tudo, aprender e tirar ilações para o futuro. O que custa é que este ano, ao que parece, estamos sempre a “ter que aprender”.

Atletico Madrid 0 vs FC Porto 3

December 8th, 2009

O FC Porto conseguiu hoje uma vitória fantástica em Madrid, vencendo a última partida da fase de grupos da Champions League, e conseguindo a maior vitória de um visitante no Vicente Calderón para as competições europeias.

Na antevisão deste jogo o Professor Jesualdo tinha dito que a equipa do FC Porto não vinha a Madrid para perder, e que não iria entrar em facilitismos como antevia o técnico do Atlético Quique Flores. A verdade é que o FC Porto desde cedo mostrou o porquê de o leque das estrelas de Madrid não amedrontarem os Dragões e deu um banho táctico de futebol.

O FC Porto entrou da melhor maneira possível, visto que logo aos 2`m de jogo fazia o primeiro golo do jogo, numa cabeçada colossal de Bruno Alves. Depois do golo, o FC Porto não baixou de intensidade e o seu meio campo formado por Meireles, Fernando e a surpresa Valeri foi sempre superior e dominante ao meio campo adversário. Logo aos 15´m o FC Porto aumentava a contagem. Investida de Fucile (o jogador do FC Porto em melhor forma) pela direita, com o Uruguaio a fazer um remate e perante a má defesa do guardião espanhol, Falcao surge oportuno a fazer o golo.

Até ao intervalo o Atlético procurou o golo, mas Helton esteve sempre intrañsponível e o FC Porto soube suster o ímpeto ofensivo dos colchoneros.

Na segunda parte o FC Porto entrou de novo a segurar bem o jogo, mantendo a posse de bola, o que de facto não tem acontecido no campeonato. Aos 59´m os Dragões têm o infortúnio de perder Maicon por lesão (uma entorse grave) que até aí se tinha mostrado a bom nível. Para o seu lugar entrou Sapunaru. O FC Porto não perdeu ritmo e a substituição de Valeri (que esteve bastante bem) por Guarín veio dar maior força ao meio campo Portista. Alias Guarin esteve em excelente plano, primeiro ao oferecer o terceiro golo a Hulk, numa bomba incrível do Brasileiro. depois ofereceu o quarto golo a Rodriguez, no entanto o Uruguaio não foi eficaz a finalizar.

Até ao final o FC Porto controlou eficazmente e dominou, com os “Olés” bem portugueses a serem bem audíveis e os adeptos espanhóis a deixarem o estádio, vergados pela humilhação da derrota e de uma paupérrima exibição, muito por culpa dos Dragões.

O FC Porto somou mais uns milhares de Euros, mas ganhou sobretudo ânimo e confiança para os importantes confrontos que aí se avizinham.

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