Foi de facto um clássico especial…

Os nossos maiores receios acabaram infundados. O enorme risco que os adeptos do FC Porto corriam na jornada de ontem, acabou por não se concretizar. Podia ter acontecido. Bastava Belluschi não ter sido imperial, Beto e Bruno Alves, também, entre outros. Bastava Cardozo ter sido mais astuto ou bastava até o Braga ter sido mais morcão. Correu bem. O FC Porto ganhou o jogo, a jogar quase metade do tempo com 10 jogadores. O Braga também ganhou. A decisão do campeão fica adiada mais uma semana.
O FC Porto apresentou-se num mais recente esquema utilizado, o 4-4-2, surpreendentemente com Belluschi a flectir para a direita, ficando para Guarin a posição de nº10, no vértice superior do losango. O Benfica, no seu esquema habitual de 4-4-2, e as equipas a encaixarem-se. Foi um jogo tático, mas muito emotivo. O árbitro, de nome esquisito, tentou de inicio marcar logo uma posição de força, amarelando numa situação desnecessária Fucile e Di Maria. Tal postura só poderia dar em 2 situações: ou muitas expulsões, ou uma falta de critério durante o resto do jogo. Verificou-se, mas pouco, a primeira, mas muito mais a segunda.
O Benfica, enquanto lhe interessava, deixava arrastar o jogo num interessante empate que lhe daria o título de campeão 2009/2010. O Porto tentava jogar, mas sem grande arte, muito mais com o coração do que com a razão. Até que quando já se preparava o jogo para ser interrompido para descando, Bruno Alves, na sequência de um canto, desfaz o nulo e marca uma posição de força neste jogo: no Dragão, mandam os que lá estão! E assim se foi para intervalo, não deixando a equipa do Benfica de mostrar a sua postura pequenina de esperar que os jogadores do Porto entrassem no túnel para evitar as confusões que eles próprios criam no Estádio da Luz. ”Ai que bem comportados que somos!”. Nas bancadas respirava-se de alivío, ainda meio, porque o Braga ainda se mantinha empatado.
No recomeço, o Benfica, num lance estranho na grande área portista, consegue o empate por Luisão. O estádio gelou. O vazio de estômago voltou a apertar os adeptos do FC Porto. Mais ainda quando o árbitro do mundial expulsa Fucile por suposta simulação de penalty…. sendo muito duvidosa tal interpretação, tanto mais que o Fucile continua a jogar a bola e inclusivamente a deixa a Hulk em boa posição para rematar. O Porto ficava reduzido a 10. Mas, por incrível que pareça, ontem foi um jogo em que o coração até nem atrapalhou a razão. Mesmo jogando muito com o coração, com entrega e raça, os jogadores do FC Porto não perderam o discernimento. E atrevo-me até a dizer que, no restante jogo, raríssimas foram as vezes que o adepto se lembrou que o FCPorto estava a jogar com 10 contra o Benfica. Tanto assim foi que Farias, na possivelmente única boa intervenção que teve durante o jogo, desfez novamente o empate, fazendo as bancas vibrarem em alvoroço. Bellushi resolveu ainda para mais, aprimorar a sua excelente exibição, conseguindo o terceiro golo, numa boa iniciativa individual e na sequência de um fulminante remate que deixou Quim a voar tarde e no vazio.
E assim terminou o jogo, sem que antes Jesualdo fosse expulso por chamar a atenção do árbitro da clara falta de critério e mais ainda da dualidade aplicada na matéria disciplinar.
Fica adiada a tão esperada aclamação do campeão de Tunebol da Liga de RicardoCosta de 2009/2010., visto que o Braga também lá conseguiu fazer o golito que assim evita a festa dos Lampiões no Estádio do Dragão.








