Ontem, no Pavilhão Municipal de Matosinhos, o FCPorto perdeu uma grande oportunidade de fechar já a Liga de Basquetebol selando-a com o carimbo de campeão.
Assim aconteceu, num jogo intenso, mas cujo desfecho final foi da responsabilidade da equipa portista, não querendo tirar o mérito da potência nacional de basket que é a Ovarense.
A equipa do FCPorto entregou o jogo ao adversário nos primeiros 7 minutos do jogo. Começou a sofrer cestos consecutivos sem conseguir marcar um sequer. Foi como uma bola de neve… de 0-5… rapidamente estava 0-9… e a equipa do FCPorto começava a suar de nervoso e intranquilo… de 0-10… 0-15!!! Isto com apenas um time out requerido por Alberto Babo que em nada travou o ímpeto vareiro e a timidez do dragão. Aos 0-9 exigia-se um time oute um par de estalos a cada jogador, juntamente com um grito imperativo de CALMA!
Assim não foi, e a Ovarense levava 15 pontos sem resposta. Defendia muito aguerridamente, e atacava com calma, tranquilidade, com paciência para ter a oportunidade certa. O FCPorto atacava impaciente, mais com o coração do que com a cabeça.
Aos 7 ou 8 minutos, o FCPorto lá conseguiu fazer os seus primeiros dois pontos que foram um tónico para começar a jogar basquetebol!
O 2ºperíodo veio normalizar um jogo, com as equipas a distanciarem-se pelos 15…12 pontos que a Ovarense ganhou na lotaria do 1ºperíodo. O FCPorto tinha que defender muito bem e conseguir concretizar os seus ataques. Nem sempre assim foi, se bem que o aproximar do resultado chegou a distar as equipas de 7 pontos, mas logo a experiência do campeão em título, Ovarense, vinha ao de cima, ganhando ressaltos consecutivos, mesmo ressaltos ofensivos.
Neste aspecto notou-se a fragilidade do jogo do FCPorto na noite de ontem. As tabelas foram totalmente da Ovarense. Os postes do FCPorto persistiam em não jogar, em assistir ao jogo e os postes da Ovarense garantiam os ressaltos. No ataque de Ovar, o poste Élvis Évora, apesar das suas deficiências técnicas mas impondo o seu poderio físico, ganhava ressaltos e concretizava pontos. Mascarenhas e Whorton estiveram áquem dos que lhes é pedido e esperado.
Vai daí, 51 lançamentos de campo para a Ovarense…31 para o FCPorto.
… 20 ressaltos ofensivos para a Ovarense… 7 para o FCPorto.
O jogo também ficou marcado pelos árbitros e pelos incidentes no pavilhão.
Tal como no futebol, há árbitros inteligentes e árbitros menos. Para saber beneficiar uma equipa em prejuizo da outra, também é preciso saber… e Tozé Coelho, mais uma vez, soube enervar os portistas. Foram inúmeros os bloqueios em andamento que os jogadores da Ovarense faziam. Até agarrar de camisolas se viu nos bloqueios de ressalto… deixaram a Ovarense fazer o seu jogo defensivo nos limites(para fora) das regras…
O caldo entornou da panela municipal de matosinhos quando o árbitro Luís Lopes, intencionalmente ou não, marcou uma falta técnica a Paulo Cunha quando este respondeu a uma agressão de Gregory Stempin… desta falha resultou o mais selvagem dos ímpetos do Ser Humano, rebentou um petardo e gerou-se a confusão.
O jogo esteve interrompido algumas dezenas de minutos, para os ânimos acalmarem, altura em que os árbitros recolheram aos seus balneários quando, desprovidos de guarda-chuvas, foram banhados por um conjunto de garrafas de água e isqueiros…
Depois de retomada a partida, o jogo desenrolou-se naturalmente, com a Ovarense a gerir a vantagem e o FCPorto, com o coração, a ir procurar o prejuízo ganho no 1ºperíodo.
Sábado, num pavilhão difícil, o FCPorto terá difícil tarefa, mas não impossível, como já o provou.
Sábado, é o dia do juízo final na Liga Portuguesa de Basquetebol.