Estádio Dragão

Orgulhosamente sós!

October 17th, 2007

Deco: “Sei que se aguardasse iria ser chamado à selecção brasileira, mas já optei por jogar por Portugal”;
Pepe: “Se for chamado para a selecção do Brasil, não vou, já optei por jogar por Portugal, e espero vir um dia a consegui-lo”;
Makukula: “Não quero jogar mais pela selecção Portuguesa o meu desejo é representar a selecção do meu país, o Congo!”

Não tenho a certeza se a ordem cronológica terá sido bem esta, aliás, o Makukula disse o que disse antes do Pepe de certeza, mas ignoremos a ordem cronológica.
Não se trata este, de um post de maldizer, mas pura e simplesmente de contestação de factos e análise dos mesmo, até porque nada me move contra o Makukula. Antes pelo contrário, se algum cidadão estrangeiro adquire a nacionalidade portuguesa, deve-o fazer com todos os direitos e deveres inerentes. O único direito que não é concedido, salvo erro, é o de se candidatar à Presidência da República ou a postos políticos (quanto a este não estou bem certo mas…), e, mesmo aqui, dada a qualidade da maioria dos politicos desta praça, não sei se um estrangeiro não faria melhor.
Mas voltando ao que me trouxe a estas linhas, analisemos a diferença de tratamento que é dada nos exemplos no início do post, se contra o Deco e o Pepe todas as vozes se levantaram (e quando digo todas, refiro-me à comunicação social cá do Burgo) contra a sua chamada / utilização. No caso do Deco, basta este fazer um jogo menos conseguido que logo renascem os “defensores da pátria” questionando mais uma vez a sua utilização – pergunto eu, o que seria da nossa selecção sem o Deco? Quanto ao Pepe, sim temos grandes centrais, mas para mim o Pepe está ao nível de um Jorge Andrade, e é / será sempre um jogador para ter no banco em detrimento do Meira.
Estes dois jogadores , escolheram jogar por Portugal em vez do Brasil, e não duvidemos que lá chegariam, agora o Makukula que rejeita a selecção, diz a quem quis ouvir que não queria representar mais a selecção nacional, que o seu desejo é jogar pelo Congo, é recebido de braços abertos pelos “defensores da pátria”? Para mim o caso dele sim, é difícil, jogando desde sempre pelas selecções juniores portuguesas, chegando a adulto escolhe representar o Congo, não o tendo feito apenas porque a FIFA não o permitiu… E nenhuma voz se levanta? Todos o recebem de braços abertos?
É por estes fazedores de opinião que aí andam que sempre tive o chamado Orgulho Tripeiro (que felizmente só nós percebemos o que é, que não se explica nem se ensina, é inato, é único e é nosso), e é por isso que nós Portistas, isolados no campeonato, líderes incontestados, melhor ataque e melhor defesa, continuamos a não ter nenhum tempo de antena, a eles o meu profundo obrigado (deixem-nos andar que no fim cá estaremos para encher MAIS uma vez as ruas do PORTO), somos Bons, e todos juntos estamos sempre Orgulhosamente sós! porque ao contrário do que diz o ditado: “antes sozinhos do que acompanhados por vocês!!!!”

Força Porto!!!

PS: Reforço que nada tenho contra o Makukula, e como no caso do Deco e Pepe, aplaudo a sua chamada.

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